quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Me espera!

Da próxima vez que a gente se encontrar, faz o favor de me esperar, tá? Ter te tido na minha vida e perdido assim, desse jeito não tem explicaçao! Ainda tínhamos tanto... Que que eu faço agora com os filmes que te gravei porque tu deixou para ver eles comigo e com mais ninguém; com a viagem para o Rio e Ubatuba em setembro, que programamos; com as músicas que ficamos de ouvir, tocar, trocar. Aliás, como é que eu vou ouvir Matinè no Rian agora? Tu me disse que seria a nossa música... agora ficou só minha? Perdeu a graça.

Algumas pessoas tentam minimizar minha dor porque não faziam idéia do nosso carinho, de como ficamos felizes por poder fazer tudo certo, no momento adequado. Muito injusto que tenha sido só agora, quase tarde demais. Quase. 

Mas vai, descansa. Eu aqui vou seguir adiante, tentando seguir algumas coisas que aprendi contigo. Viver intensamente, dizer o quanto gosta e não deixar para amanhã.

Mas po... amanhã íamos nos ver... custava esperar mais um dia???

beijos, lindo, fica em paz.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Remember to let her into your heart, than you can start to make it better

Enquanto vinha para casa pensando que é uma merda que quando tudo parece bem, logo vem algum problema que mela com tudo, quando resolvi prestar atençao à minha volta... Tocava Hey DUde* (sim, foi de proposito), que diz a grosso modo para não se preocupar que tudo vai ficar bem. Aí eu olho a lua... minguante... hm, péssimo...

pensando bem, olha melhor, ela parece um D! E de repente eu vi, no céu escuro da noite de verão ele ali, o gato da alice e seu sorriso enorme debochando de toda essa minha preocupação tola e dizendo aquilo que eu já sei...

Foda é ter que ficar aqui sentada esperando imóvel enquanto a rainha de copas maluca fica tentando cortar as nossas cabeças.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coração de micareta + coração de batedeira

14 de fevereiro de 2009, dia do alinhamento planetário previsto pela musica Aquarius, Valentines day ... tinha que dar coisa boa. Confesso que acordei meio desanimada, como ando nos ultimos tempos. Cansada de dar de cara na parede, cansada de gente que não me assume e vê desculpas bonitas para "manter a privacidade". Cansada de joguinhos.

Então ele volta, o menino músico com coração descompassado. E ele diz, antes de mim, aquilo que eu queria ter dito. Que demorou, mas que valeu a pena esperar e para agir do jeito mais certo. Que tudo só aumentou a vontade e o respeito. E que é MUITO BOM poder ficar junto na frente de todos sem ter nada a esconder e sem temer o julgamento de ninguém.

E de noite, enquanto ele dormia tranquilo, eu fiquei tentando entender o ritmo louco daquele coração de batedeira que me acordava aos sobressaltos, e pensando se eu consigo dançar nesse ritmo, sem pisões no pé, e sem sair do eixo. Acordo com beijinhos no pescoço e um "bom dia menina linda"... ao que meu coração de micareta responde: "do you wanna dance?"

sábado, 31 de janeiro de 2009

Novo negócio na praça


Refletindo sobre os últimos acontecimentos e tentando fazer do limão, uma caipirinha, cheguei à conclusão que se nada der certo, posso montar uma barraquinha na rua com os seguintes dizeres: "Abre-se corações, fique comigo e ache um novo amor em 3 dias". Acho que poderia ser um bom negócio. Catalisadora, cupida profissional, chaveira de corações. E sozinha, claro, afinal, "casa de ferreiro, espeto de pau".
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pra Ser Sincero

Não espero de você mais do que educação...

...porque ter que ficar sabendo pelo orkut é o que há de falta de consideração.

Rita Lee bem que disse...

"... se perder mais um jogo e outro amor, é sinal que a sorte me deixou em xeque-mate. Livre outra vez, no xadrez"


Ou é isso, ou eu viro monja mesmo. Cansei de quaaaase chegar lá, ficar com o gostinho, com a promessa do romance e logo vir uma loirinha qualquer e pegar a minha vaga que eu passei tanto trabalho manobrando p/ entrar.

Cansei. Vida injusta mesmo. Vou morrer velha e solteirona.

domingo, 4 de janeiro de 2009

44 do segundo tempo.


Dia desses, estudando tarot, me peguei pensando em ti e nas nossas respectivas cartas favoritas - O Louco e O Mundo (certo?) - na relação que existe entre elas. O Louco, (minha carta de vida) é a criança, representa o início de qualquer jornada. Um início leve, sem medos, um salto no escuro com toda a confiança em um futuro ainda incerto. A confiança no Universo...

... O Universo... tua carta. O símbolo da completude, da totalidade, da integridade, do sucesso. Também simboliza o fim daquela jornada, que se iniciou no (meu) louco. Um fim bem sucedido, onde os sonhos e objetivos almejados são atingidos e a realização é plena, dando lugar a um novo início, uma nova jornada, ao Louco novamente.

Hoje, 31 de dezembro, "O Mundo" de 2008 chega ao fim, deixando para trás todas suas provas e realizações. E o Louco de 2009 chega, com a cara e a coragem de viver tudo o que há para viver nessa nova história.

E é assim que eu pretendo levar a vida nesse ano que se inicia... viajando leve, despretenciosa, deixando o universo me levar. Me jogando na vida de olhos fechados e coração aberto, no único intuito de ser feliz e alcançar toda a plenitude que o arquétipo do mundo representa. Desejo a ti também essa fé enorme e cega, de que podemos (todos) ser felizes, basta acreditar e pular na vida sem medos.

Ter te reencontrado nesse finalzinho de 2008 e poder ter te (re)conhecido um pouco mais, foi muito importante para mim. Aqueles momentos preciosos que passamos apenas nos olhando, sem pensar em nada, mas sentindo tudo, tiveram um significado muito especial. Acho que não só para mim.

A energia que temos (tão boa e tão branca, como tu mesmo definiste), tem uma força arrebatadora. Uma intensidade que pode assustar. Digo isso por experiência própria, pois senti medo desse arrebatamento quando nos conhecemos, ano retrasado, e recuei. Por essa razão, posso te dizer, com toda a sinceridade do mundo que te entendo quando tu me dizes que está atrapalhado. Eu também fiquei, mas decidi ser mais como a minha carta e não ouvir tanto meus medos, fantasmas e receios.

A última coisa que espero é te assustar, pressionar, apressar, prender. Não quero nada disso para mim, que dirá para os outros! Minha única pretensão é poder me jogar de cabeça e olhos fechados, mais uma vez, na sensação incrível que essa energia que temos proporciona. Poder viver essas sensações de forma leve, fluida e natural e sentir que karmicamente as cartas se completam e que o resto, deve ficar por conta do universo e do acaso.

Enfim, meu louco quer estar ao teu lado mais uma vez. Será que o teu mundo o acolhe? Essa é mais uma perguntinha para ficar pairando junto com o teu "prá que?" e os nossos suspiros, esperando que o universo responda.
 

domingo, 23 de novembro de 2008

Treinamento

Respira, concentra, 1, 2, 3...

mantenha as expectativas baixas...
mantenha as expectativas baixas...
mantenha as expectativas baixas...
mantenha as expectativas baixas...

... tão difícil isso quando o que aconteceu superou todas as expectativas...

mas vamo lá... respirando fundo... 1, 2, 3... concentra...

oooowmmmmm

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Amor forjado a fuego lento

Lembro nitidamente, como se já não tivessem se passado mais de seis anos. Ele entrou, com aquele sorriso tão branco e franco, aquele ar de menino que sabe que é lindo, mas é inseguro demais para admitir... Lembro de detalhes mínimos, como o tom exato da camisa salmão, o brinco na orelha esquerda, o pescoço e os dedos longos. Se aquilo não foi paixão à primeira vista, diria que foi a melhor primeira impressão que poderia ficar. 

Corta para hoje à tarde. Chimarrão entre amigas, conversa sobre dores, amores e assemelhados, conto como nos conhecemos e o que rolou até então até nosso último encontro, meses atrás. A outra diz:

- Vocês ainda vão casar! É amor à quinquagésima vista... moldado aos poucos, com amizade e respeito, a melhor coisa que existe.

- Capaz... - não-gaúchos, esse "capaz" aqui foi usado na conotação usual do gauchês clássico. Maiores informações aqui , que por sua vez foi tirado daqui.

- Por que não?

É... e por que não? Afinal? Quais são os ingredientes essenciais do amor? Afeto (temos), respeito (temos), tesão (ô!), amizade (sempre), cumplicidade (sim), empatia (desde o início), sinceridade (até demais), gostos, sonhos e vontades semelhantes (sim, a maioria sim), tempo e conhecimento (6 anos?). Humm acho que temos quase tudo, então o que falta?

Na verdade, sobram 1500km que nos separam e que, ao menos a parte que me toca, nunca me permitiram me entregar totalmente a esse sentimento por medo de sofrer com a distância. Em 6 anos, estivemos juntos fisicamente, muito poucas vezes, porém, sempre presentes um na vida do outro. Não ficamos mais de uma semana sem ao menos um "alô", temos uma cumplicidade enorme e dividimos sempre nossos momentos de alegrias e de tristezas. Durante esse tempo, obviamente que cada um teve inúmeras relações com outras pessoas, relações sérias, passageiras, boas ou ruins e sempre conversamos sobre elas nos aconselhamos, contamos nossos sonhos e frustrações. 

Trocamos intimidades inconfessáveis, crimes imperdoáveis e desejos impublicáveis. Poderia ter virado apenas uma relação de amizade, não fosse a moleza no joelho quando estamos perto, o estado febril quando nos tocamos e o encaixe perfeito dos meus dedos nas curvas do seu cabelo e dos seus braços (e abraços) nas minhas costas. E então, quando de longe ele chora por mais uma desilusão e me diz que quer muito encontrar alguém com tais e tais características, vejo que me enquadro em todas elas e me pergunto "por que não eu?". E quando eu choro com ele por mais uma decepção e penso em tudo o que eu gostaria de encontrar em um companheiro, vejo que ele tem tudo o que eu sempre procurei e me pergunto "por que não ele?" 

O fato é que somos românticos demais para acreditar que o amor não deva começar de forma avassaladora. E somos céticos demais para acreditar que uma relação possa sobreviver a essa distancia. 

Mas quem sabe o que o futuro nos reserva e talvez todo esse turbilhão de relações mal sucedidas (e compartilhadas) sirvam para nos unir um dia, se a distância deixar de existir. Ou quem sabe um dia a gente resolva investir e arriscar e veja que só combinávamos porque de fato não convivíamos e que a realidade é bem diferente dos encontros fugazes de "lua-de-mel" que tivemos. Seja lá qual for a resposta, a cada novo contato, a cada lembrança de cheiro ou toque, cada vez mais tenho vontade de apostar e ver no que dá. Por que não? 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Como sempre...

De volta ao clã das baixas expectativas!

Cheers!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

who`s the man?

Parece que eu e a sócia estamos sendo testadas a ser os homenzinhos da relaçao (ou ainda-não-relação).

Pelo menos é uma situação nova... Pelo menos p/ mim.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Chá de Doril

Dissolvendo Superegos também é utilidade pública, entonces, publico aqui, a matéria que saiu aqui (só para o caso de ela sair do ar):

Sem deixar vestígios

Dificuldade de dizer não a uma mulher faz do homem um especialista em sumir da noite para o dia

Você conhece um cara legal, começa a sair com ele e, quando tudo parece que está engrenando, ele some. Do homem interessado e galanteador ficou só a lembrança. Ele nem sequer se deu ao trabalho de dar uma desculpa esfarrapada por e-mail. Não atende ao telefone, não responde mensagens e também não circula mais pelos mesmos lugares. Evaporou. Até o dia em que resolve reaparecer – geralmente quando você já está em outra.


Não se preocupe. Você não é um caso isolado. A queixa de que os homens somem sem dar explicação é recorrente entre as mulheres. Por isso, DonnaZH saiu às ruas para tentar entender o fenômeno. Percorremos academias, parques, bares e empresas de Porto Alegre para apurar a queixa feminina.

Foram entrevistados homens nas faixas de 20, 30 e 40 anos, com diferentes profissões. O resultado é surpreendente: mais de 80% declararam de imediato que sim, já tinham desaparecido. E mais de uma vez.

A seleção de depoimentos publicada nesta reportagem revela que a dificuldade de dizer não a uma mulher é muito comum, seja depois de uma única noite ou de uma série de encontros. E por motivos bem variados.

Ao justificar o próprio desaparecimento como o único jeito de terminar o relacionamento, boa parte dos entrevistados falou em tese sobre a natureza masculina. Nesse contexto, veio à tona:

1) A eterna dificuldade dos homens de assumir um relacionamento.

2) As formas sutis (ou nem tanto) das mulheres para tornar a relação algo mais sério antes do tempo.

3) O medo de uma reação intempestiva da parceira (eles odeiam ver mulheres chorar).

Teve, ainda, quem fez questão de deixar claro que, antes de tomar o famoso chá de sumiço, tentou conversar, mandar sinais, mas não obteve sucesso. A versão coincide com a visão do psicanalista Mário Corso:


– As mulheres são surdas – alerta o psicanalista. – Muitas vezes, eles tentam falar, mas elas não escutam. Até que eles acabam sumindo mesmo. Aí, elas vão para o consultório para entender o que houve. Perguntam-se “o que eu fiz, onde eu errei”. Há muitos homens infantis, mas a grande resposta normalmente é bem simples: nem todo mundo se apaixona por você.

Se acabar um relacionamento por e-mail já pode ser considerado um insulto, deixar de atender ao telefone e ignorar a pessoa que até há pouco tempo fazia parte do cotidiano pode ofender ainda mais. Falta de coragem, de caráter?

A verdade é que sumir do mapa não é prerrogativa masculina. Mulheres também somem. Mas o silêncio faz parte do jeito masculino de se relacionar, dizem especialistas. Autora do trabalho O Telefonema do Dia Seguinte, a psicanalista Angela Brasil diz que há questões inconscientes ligadas à família que atrapalham as relações amorosas.

Ela afirma que o homem se dá conta do pânico que sente cada vez que se apaixona ou quando quer sair de uma relação, o que o torna incapaz de encontrar as palavras certas.


– Ele entende que as mulheres são queixosas, demandantes e sempre insatisfeitas – enumera Angela. – Elas sabem discutir e argumentam com mais facilidade. Por isso, eles preferem o silêncio, o desaparecimento, para não correr o risco de ficarem presos à trama feminina e serem novamente tragados pelo fascínio da mulher e continuar na relação – conclui.



Os 8 sinais
Saiba quando eles estão prestes a desaparecer
1 Os homens são práticos e encontram mais rápido a certeza de que o relacionamento não vai dar certo. Fique atenta.
2Ausências e desculpas, como falta de tempo, podem ser sinais de que ele está prestes a sumir. Mas atenção: é importante não confundir esse comportamento com o de um homem muito ocupado por conta de seu trabalho.
3 Beijos apaixonados passam a ser selinhos rápidos.
4Os jantares românticos, o sexo e o tempo que passam juntos caem abruptamente.
5Preste atenção de como se sente durante o sexo. Certifique-se de que ele está lá.
6Ele começa a acostumar você a vê-lo como um amigo.
7 Tapinha nas costas durante um abraço.
8 Pequenas mentiras.
DICAS DE SOBREVIVÊNCIA
- Evite transar no primeiro encontro. Os homens têm diferentes interpretações sobre essa atitude.
- Deixe ele se esforçar para conquistar você.
- Só saia com ele se o convite for feito com antecedência. Você é uma mulher ocupada, interessante e solicitada. Portanto, não está disponível tão facilmente.
- Fale por pouco tempo ao telefone e seja a primeira a desligar, com toda educação, claro.
- Os caminhos da paixão são imponderáveis. Há mulheres lindas que não conseguem conquistar o homem que desejam – e vice-versa. Você não fez nada errado, apenas não deu certo.
- Cuidado com o narcisismo. Você é bonita, mas nem todo homem vai sucumbir aos seus encantos.
- Se o romance começar como uma aventura, o compromisso pode evoluir. Mas é preciso tempo. Não tente institucionalizar a relação antes do tempo.
- O homem de hoje está em uma situação difícil com a perda do lugar social de conquistador. Ele precisa, às vezes, sustentar a sua masculinidade.

lucia.pires@zerohora.com.br

LUCIA PIRES

E agora o melhor: os depoimentos!! (se clicar na imagem não adiantar, melhor ir no link da matéria ou me pedir por mail mesmo...)





sábado, 4 de outubro de 2008

Manual de instruções

Essa não aconteceu comigo e sim com uma amiga minha, ainda hoje. Ha exatos dois dias atrás, ela conheceu um cara, que, como todos, foi carinhoso, apaixonadinho, prometeu mundos e fundos. E, como todos, escondia um "podre" embaixo do tapete. No caso, ele escondia um "dedo podre" na mão direita (pelo menos era na direita ainda!)

Well, pois mesmo aprontando e ficando moita, mesmo sendo mais uma canoa furada para essa minha amiga que já cansou de Titanics, mesmo com tudo errado, ele não deixou de seguir a cartilha do homem padrão. Esperou os dois dias de praxe, (prazo incutido no dna masculino) para ligar para ela e prometer mais mundos e fundos, desde que em segredo.

Vem cá? Será que até para ser cafageste tem que marcar hora? Seguir manual? Vamos reclamar os direitos de consumidor, gurias?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

mais uma pérola dos anos 80...

... da minha adolescencia... e que fala até hoje. Será que ainda sou adolescente p/ essas coisas?

Garotos

Paula Toller também fala por mim no momento... :-(

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Doce Canalha

Carpinejar é rei!! Justo quando estou cheia de idéias para escrever, tanta coisa entalada na garganta por dizer, e nenhuma condição de fazê-lo (gesso na mão direita), vem ele e fala tudo por mim. Aliás, ele é um dos que costuma falar por mim, junto com a Claudia Tajes, a Tati Bernardi e tantos outros cronistas sensacionais. Ontem tive o prazer de conhecer os dois primeiros, o que só aumentou minha admiração. Mas chega de enrolação! Ao texto entonces!

"O CANALHA (Fabrício Carpinejar)

O amor é sacana. Ninguém está imune. Ninguém confere certidão de casamento, de nascimento ou de óbito para se envolver. Vai virar o rosto para os compromissos. Não queremos nos apaixonar e nos apaixonamos. O cara não presta e seguimos em frente. Vimos que ela é interesseira e fechamos os ouvidos. Contrariamos os próprios conselhos porque o amor é sacana. Contrariamos as crenças porque o amor é sacana. O amor abre até as portas deitadas.
Acredito que existe o conto de fadas do canalha, versão adulta e pornô do Patinho Feio. A mulher percebe que o sujeito não é flor que se cheire, fala para todo mundo da aversão ao comportamento dele, um tanto machista e presunçoso. Nota que sai com diversas mulheres, uma em cada noite. É o típico homem que sofre da infidelidade congênita. O que ela faz? Era de se esperar que mantivesse distância. Entretanto, ela se apaixona. Não há vacina ao desejo, talvez o único remédio que o neutralize, mesmo que não cure completamente, são as pantufas. Pantufas grandes e hirsutas, histéricas e velhas, afugentam a sensualidade. É o contraponto ao excitante salto alto. A mulher bebe do veneno para apressar a cura. É tomada de uma fúria santa, doida, inexplicável pelo canalha. A hostilidade atrai, inquieta, desestabiliza. Não, ela não deseja o canalha, é capaz de desejá-lo durante uns dias, pela vida inteira não. Aspira à conversão. Assume um misticismo sexual. Calcula uma saída à geometria de músculos e fúria, como se ele fosse um cavalo selvagem a ser contido pela sela. Confia que será diferente com ela. Ela salvará o canalha. Ele foi canalha porque não a conheceu antes. Canalha Antes de Cristo. Já cogita casamento e filhos, uma casa com pátio ou um apartamento com varanda. Aposta alto com as armas que dispõe, o ciúme e a posse. Bate ainda um orgulho competitivo de mostrar às ex do canalha que conseguiu corrigi-lo. Só mulher entende esse duelo de memórias, essa vingança velada e implícita. O canalha tampouco ambiciona ser viúvo de seus vícios. Espera receber alta, pode não conseguir, pode tentar e fracassar. Dorme pouco para não perder a chegada da paz de manhã. Espera uma paixão redentora para reaver a adolescência e voltar a sentir o tremor das pernas. Anseia superar a indiferença que o impele a dispensar as mulheres e abreviar os relacionamentos. Aguarda ter novamente a insegurança das palavras, o risco de ser magoado e magoar. O canalha está cansado de sua reputação, do esforço para manter a fama de cafajeste, da rotina de não se importar. É difícil, é raro, duro de suportar, mas o maior amor, o amor mais leal e puro, pode vir de um canalha arrependido."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ouch!



Dúvidas, sempre elas...

No dia em que:

- me dão um clique de por que eu sempre estou na qualidade de outra - sim, Freud explica e eu sempre competi com minha irmã... o que faz muito sentido;

- me dou conta que a criaturinha da vez não merece o meu stress (ou não tem merecido) e que provavelmente, se tudo seguisse bem logo eu estaria cansada a sua atitude reativa e mandaria às favas assim que o furor da paixão amornasse;

- ele some do lugar mais óbvio, me deixando na expectativa, na saudade e neutralizando, ou, ao menos fazendo oposição ao item acima... sim, saudade + paixão = cegueira burra

Justo NESSE dia, tiro minha cartinha de praxe e, tchanãnãnãnnn


Os Enamorados
A importância do bem escolher
O arcano VI do Tarot, chamado “Os Enamorados”, emerge como arcano conselheiro neste momento de sua existência, Charlotte. A recomendação para este momento é que você cesse os movimentos a fim de fazer escolhas mais racionais, uma vez que você se verá numa encruzilhada difícil de resolver. Não faça escolhas a partir de caminhos aparentemente mais fáceis, não se deixe guiar por impulsos emocionais levianos. Aceite a dúvida como algo que liberta, que permite que se pense melhor sobre tudo. Não se deixe guiar por impulsos emocionais e dê tempo ao tempo. Se você não consegue tomar uma atitude por não conseguir chegar a um resultado final, melhor nada fazer e esperar um tempo mais adequado. Conselho: Melhor esperar do que escolher precipitadamente.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Em tempo

Seria eu uma bulímica do amor?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Coração com efeito sanfona

Pois é... minha dieta irregular de paixões e decepções mais uma vez me afetou. Mais uma paixão avassaladora, felicidade transbordante, excessos em tudo, porre de sentimentos, ressaca, mal estar, e finalmente, colocar tudo para fora - ou seria jogar tudo fora? - E agora estou aqui, com o coração murchiiiinho, magriiiinho, fraco, ferido, sem a menor vontade de bater forte ou se doar para alguém.

E o que mais me irrita é que SEI que em pouco tempo, o que me causou essa indigestão, vai voltar, justo quando eu estiver bem, satisfeita, servida e feliz. E o que é pior... eu vou dar uma de gulosa e aceitar! Quando é que eu vou aprender a alimentar direito o coração? Quando é que eu vou deixar me alimentar de paixões com prazo de validade vencido, por pura gula ou de aceitar restos de paixões alheias por uma fome insasciável capaz de me deixar doente?

A única coisa que me consola é que, estando em plena descida da montanha russa que é minha vida amorosa, o próximo passo será uma subida. Em outras palavras, no fundo do poço sempre tem uma mola e meu coração não vai morrer de inanição.

sábado, 30 de agosto de 2008

El amor después, del amor, talvez...

Tirei do perfil de uma grande amiga porque tinha que compartilhar aqui. Endosso, engrosso e faço coro!! (viu, Lou, aprendi que nao é caldo hehehe)


"(...) Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão covardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banancides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra (...)."
Miguel Esteves Cardoso