segunda-feira, 28 de julho de 2008

Resguardo

Em tempos de lei seca, fica difícil dissolver o superego... por isso a falta de textos (até parece).
Mas agora aprendemos a burlar o bafômetro, e os superegos voltarão a ser devidamente dissolvidos. Pelo menos aqui.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

When You're Gone (The Cranberries)

Hold on to love, that is what I do, Now that I've found you.
And from above, everything's stinking, They're not around you.
And in the night, I could be helpless.
I could be lonely, sleeping without you.
And in the day, everything's complex. There's nothing simple,
when I'm not around you
But, I miss you when you're gone, That is what I do, bay bay bay.
And its going to carry on, That is what I knew, hey bay bay.
Hold on to my hands, I feel like sinking, Sinking without you.
And to my mind, everything’s stinking, Stinking without you.
And in the night I could be helpless. I could be lonely, sleeping without you.
And in the day, everything's complex. There's nothing simple,
When I'm not around you.
And I miss you when you're gone, That is what I do, bay bay bay.
And its going to carry on, That is what I knew, hey bay bay.

For a (SCENT)imental reason

Ha pouco menos de 2 meses escrevi aqui sobre um sentimento - ou seria um (pré)sentimento? - que se iniciava aos pouquinhos a fazer parte da minha vida e que me enebriava através do olfato (sim, o sentido mais poderoso quando se trata de dores, amores e assemelhados):

"...Respirar fundo e aquele cheiro de perfume misturado com o da pele dele, me levassem imediatamente p/ dentro da casca, para aquele lugar seguro e confortável para onde eu vou quando quero me refugiar de tudo e todos.Enfim, casa. Minha casa. Minha casca, de boa carangueja que sou...Fato é que já vi que me enrasquei, vou dormir sentindo esse cheirinho bom e torcendo para não ter me enganado e receber uma ordem de despejo em breve."

Pois a ordem de despejo chegou e aqui estou eu, homeless, mas ainda sentindo o perfume, esse cheiro chá, de mato, de coisa cítrica e de pele. Esse cheiro que me levou imediatamente para dentro de mim (e dele) agora me joga no meio da rua, no escuro e no frio. Ah sim, com um moletom, pelo menos um moletom... pelo menos é algo que me protege... e me faz lembrar, meu último resquicio de casa, da nossa casquinha. É meu refúgio, meu conforto, não consigo tirar do corpo ou de perto de mim, embora ele esteja encharcado com litros de lágrimas que todos insistem ser bobagem, exagero ou sem sentido.

Só não queria que esse último refúgio de conforto e lembrança tenha sido às custas de ter deixado uma má impressão sobre mim. Ele vai, o abrigo fica e eu fico como uma desabrigada invasora que força a fechadura e entra sem ser convidada. Juro que não era isso que eu queria passar, mas infelizmente, foi o que acabei por transmitir. Mas acredite, se a situação fosse outra, eu não agiria assim, seria uma boa inquilina se tivesse a chance de mostrar para valer.
Ah sim. Dois meses é muito pouco tempo para tudo isso? Contratos de um ano devem ser levados mais em conta que esses aluguéis por temporada? Pode ser... mas hoje, quando abri um bombom para ver se adoçava um pouco essa tristeza, dou de cara com uma frase que sintetiza tudo: "Tudo que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível"

Foi bom, apesar dos contratempos. Foi tão bom que sei que será inesquecível. E o cheiro dele aqui torna ainda mais dificil de não lembrar. Espero ter deixado minha marca e meu cheiro em casa também... assim um dia ele pode voltar, como nos desenhos, sendo puxado pelo nariz.

domingo, 13 de abril de 2008

Alpiste

Rá! Pensam que eu vou colar mais uma musiquinha aqui? Aquele melô do alpiste (palpite, para os surdos) "tô com saudades de você debaixo do meu cobertooooor..." Naaaahh! Se a saudade não é recíproca não vale. Vim aqui para falar de alpiste mesmo... na verdade de comida de passarinho.


Pois passada a crise de choro pela mudança de lua, de temperatura, de estação ou qualquer merda dessas, acordei, respirei fundo e decidi:


CHEGA DE SER PASSARINHO, QUE VIVE DE MIGALHAS! AINDA MAIS SE NÃO SOU PARTE DE UM CASAL DE POMBINHOS. VOU TRATAR MESMO É DE VOLTAR A SER GATA, QUE COME PASSARINHO E AINDA LAMBE OS BEIÇOS!


E tenho dito! (não sei até quando, mas tudo bem)


Agora licença que tenho que pedir o traje da michele pfeifer emprestado...


MEOW!

sábado, 5 de abril de 2008


Para minhas queridas amigas

Para quem já está de saco cheio e com o ombro molhado, achando que o ouvido ou os olhos são penico, achando os textos daqui um porre de whisky falsificado, calma...

Eu prometo que tento logo logo voltar a ser uma pessoinha divertida, postar textos engraçadinhos e não ter um único assunto. Peço desculpas se deixei de ouvir algo de vocês, se pareço absorta em mim e nesse redemoinho. Juro que logo logo volto a falar bobagem e ouvir melhor vocês, dar conselhos furados e enfim, ser uma boa cia (acho).

Amo vocês. Cada uma, com cada particularidade, em cada momento e agradeço do fundo do coração a presença (mesmo de longe) de vocês por aqui.

Pronto, passado o momento "xiconsidérbacarááái", vou dormir e parar de encher o saco do mundo.


Estrela, estrela como ser assim? Tão só, tão só e nunca sofrer... Brilhar, brilhar, quase sem querer... deixar, deixar ser o que se é...

E em resposta a minha perda total de fé, eu escuto:

"Nào perde a fé, nem em geral, nem em nós dois. Eu acredito que o universo conspira a nosso favor... então não fica assim..."

COMO? A mesma pessoa que diz isso, disse também, minutos antes, que não nos veríamos mais, que não podia, que era o fim. E nem tivemos nosso final feliz. Como eu não vou perder a fé?

Tudo o que eu queria era não ter deixado de acreditar. Queria que mais uma vez a senhora aquela que sempre me diz coisas que me deixam braba na hora e não fazem sentido por um tempo, me mostrasse mais uma vez que ela tava certa e que tudo vai dar certo no final. Mas nahhh, já era, já foi. Cansei de lutar. Tô afim de brincar de ser apenas reativa um pouco também... e como nada me acontece de bom se eu realmente não me esforço muito p/ isso, provavelmente terei um inverno beeem longo...

Aí, num último lampejo de crendice, idiotice, cretinice e aquela coisinha verde que dizem ser a última que morre, pego minhas cartas e lá vem ela. A estrela, a auto-confiança, a esperança. Parece até piada! Sem falar que... ahm... esperança de que mesmo? Já nem sei mais...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Meu coração não suporta mais bater assim tão descompassado

E entre um passo e outro de forró, no mesmo lugar onde tudo começou, tu me veta a idéia carpe diem de aproveitar intensamente esse final, pois isso te deixaria confuso.

ahm... mais? ótimo! vale pelo soco!

ehmmm... po, e eu? Não decido nada por aqui? Acho no mínimo justo eu escolher como me despedir. Até porque, pelo que ouvi de ti e pelo que li nos teus poemas, despedidas, términos, fins... definitivamente não são o teu forte. Então, filhote, deixa p/ tia aqui que eu sei muito bem o que fazer com o tempo que nos resta.

Depois? Não sei. tua confusão é tanta e teus dilemas tão cíclicos que eu ja nem sei mais o que eu quero também. Lendo teus poemas, me via neles, mesmo sabendo que eram para meninas do teu passado. Mas teu passado tem se repetido tanto que a nossa história até fica parecendo um deja vu das tuas outras confusões. Nah, não fui feita para me resumir em um deja vu! Quero uma historia nova, e um poema teu, mas não de despedida, nem de reencontro. Simplesmente de encontro, que veio para ficar e mudar o rumo da tua vida e da minha. Vamos sair dessa órbita viciosa que nossos relacionamentos se tornaram? Eu te ajudo e tu me ajuda. Aperta no eject e vamos viver! sem dúvidas, confusões ou medo de fantasmas. A gente se guia, como numa dança. Fechamos os olhos, nos sentimos e deixamos fluir!


... Não entendo por que razão, mas você não está do meu lado...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

This is a demolition company or a joke factory?

E a casa caiu, again and again and again. Tanto para mim quanto para a minha ilustre sócia de blog. Ano de monja se puxando, né? Bueno, enquanto ela "monjeia", eu, que ainda não consegui tamanho grau de abstração, tento me virar como posso. E no momento, o que eu posso é "aproveitar cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia". Ééééé.... eu sei que é burrice, é dar murro em ponta de faca, é correr para dar de cara na parede. Mas prefiro tudo isso a ficar na pasmaceira, a não tentar ao menos.

E em meio a essa política do "aproveitar cada segundo" e tentar o impossível para não me arrepender de não ter feito nada, resolvi reunir coisinhas que te façam lembrar de mim quando tu estiver lá longe, tentando ver se sou importante mesmo pra ti ou não. Tudo isso porque por mais estúpido que isso pareça, eu sei que sim, sou importante. e que VOCÊ VAI LEMBRAR DE MIM. E quando lembrar, lembre também... teu lugar é aqui, sempre foi. Chega de brincar de nômade, sagitariano dos infernos! Volta p/ casa e sossega na nossa casca de caranguejo!

Aí, idéia brilhante da minha chará e já grande amiga, parceria de cafés e palavras, resolvi reunir não só coisas que lembrem a mim, mas também que lembrem que a tua casa é aqui. E que as portas estão abertas... ainda...

E disso, surge uma playlist básica, para te fazer querer cortar os pulsos em xis quando tu te refugiar no teu mp3 sem aguentar mais ouvir maracatu e frevo - isso não combina contigo, che! Enfim. E em meio a playlist cheia de nei lisboa, vitor ramil, graforréia e outras gauchices, a musica, aquela que derrubou a casa da minha ilustre colega de blog ha pouco mais de uma semana, agora derruba a minha casa.

Sorte que chove cântaros, eu lavo a alma e ninguém me vê chorar... É. Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro...



Você Vai Lembrar De Mim
Nenhum de Nós

Quando eu te vejo
Espero teu beijo
Não sinto vergonha
Apenas desejo
Minha boca encosta
Em tua boca que treme
Meus olhos eu fecho
Mas os teus estão abertos
Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Que explica, tudo sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias
Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Mas você lembra!
Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
Você vai lembrar...Vai lembrar...sim...
Você vai lembrar de mim.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Crack da Bolsa

Factóides não são uma boa opção estratégia. A não ser que teu público prefira permanecer cego. Se isso é fato, não faço parte do teu publico alvo.

Mentir gratuitamente não leva a nada. Ou melhor. Leva. À falta de crédito, desencanto e quebra de todas as ações, que oscilavam, mas se mantinham num patamar satisfatório.

Tô vendendo tudo.

Acho.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Momento miguxa

Ok, ok, não me execrem! Eu sei que Pitty é de adolescente, que se vendeu para o sistema e eu nao acredito no sistema, assim como Nicholas Marshall - ok, com essa deu p/ perceber que sou véia, né? - Mas enfim... sempre gostei dessa música da bahiana, confesso, já me vi na letra, já cantei para curar dor de cotovelo e hoje, num momento MEGA PROPICIO, eu escuto por acaso de novo.

A letra segue fazendo sentido, sem tirar nem pôr. Aí fui catar o clipe e mais uma grata surpresa. Fofo fofo fofo, com referências do mágico de oz e, podem vaiar, mas eu achei que tinha um quê de the wall também... o traço, sei la.

Enjoy!

E ela continua atual...

Incrível como essa música, já ha anos me acompanha e até hoje a letra segue atual. Sinal que é universal? Pode ser. Mas nada tira da minha cabeça que eu sigo numa espiral dos infernos!

"I`m so tired of falling in love, finding easy to fall out"

"When I fall, Its always the same
And Im so tired of playing this game"

"You got to tell me If youre going to break my heart cos I dont wanna take the chance (AHAM, ATÉ PARECE)
And if it aint true All its gonna be Is nothing but a poor romance
So give me that promise to hold on
And Ill never let you go
We gotta have something to go on
Im letting you know now"



segunda-feira, 24 de março de 2008

wishing upon a star...

Falem o que quiserem, mas eu acredito SIM em tarot, mesmo que virtual, porque ele mostra o que tá no nosso subconsciente e no inconsciente coletivo também, principalmente no daqueles que nos são próximos e queridos. Superstição? Pode ser, mas que é de cair o queixo que logo após o que aconteceu (é só ler o texto de baixo, sem ser o do pancake) eu tiro ESSA CARTA como conselho do dia. Colo abaixo, sem tirar nem pôr:

A Estrela
Cultivando altos valores
Há momentos em que somos testados a manter uma fidelidade a uma postura mais sublime, em termos de reação ao mundo que nos cerca. A Estrela, significante de conselho para este momento em sua vida, vem sugerir a necessidade de cultivar a esperança como uma forma de manter acesa a sua luz interior. Ainda que os elementos concretos lhe desafiem ou lhe forneçam sinais negativos, é a sua postura de pensamento positivo que lhe permitirá superar os obstáculos, Ana. Procure manter o alto astral, a postura positiva e não desanime. Atue de forma clara, aberta, sem joguinhos, e no mínimo as pessoas lhe darão o maior valor! Conselho: Pense positivo!



Em tempo: Coloquei a imagem do Tarot mitológico e não o original do personare, porque acho mais bonito e mais fácil de interpretar. A moça aí do mito da ESTRELA é a Pandora, que abriu a caixa proibida, soltou aquela cousa toda, "todos os males" e tal, mas junto, libertou a estrela esperança e também o conhecimento. Os males se espalharam, mas a estrela da esperança e da sorte, permaneceu com ela, não fugiu.

Hoje de certa forma eu dei uma de Pandora. Comecei por chutar o balde e publicar coisas as quais não tinha o direito - há controvérsias - mas enfim, coisas que não dependiam só de mim serem publicas ou privadas. Com isso acabei "libertando os males", a casa caiu, mas com isso, finalmente a verdade veio a tona. Eu deveria estar aqui meio "chorando o morto" agora, mas não estou, não sei por que, por mais braba que eu esteja, não consegui te dar aquele soco que tu me pediu; por mais que a razão e alguns amigos me mandassem, não consegui te mandar passear, ver se eu tô na esquina e te enxergar, para ver se deixa de pensar que pode ser um sultão; por mais que as tuas ações tenham despencado na bolsa, ainda mantive umas aqui comigo... sou uma investidora de riscos, babe, pode ir se acostumando. Por que? Porque a estrela dentro de mim disse que isso que vivemos não pode ter sido em vão. Então, senhor pendurado, te desamarra e TE MEXE que a estrela ainda brilha.

domingo, 23 de março de 2008

Dando um gás na indústria do pancake

Aí levanto e vou me olhar no espelho.
E tem um hematoma de - juro - QUATRO centímetros no meu pescoço. E apesar de já ser outono, não há a menor possibilidade de mandar ver numa golinha rulê básica. No máximo, vou tentar uma echarpe ou lencinho. Ou seja: pancake rules. E viva o corretivo. Salve, salve, micropore cor-da-pele.
Lá vou eu pro esporro de lei:
- PUTAQUEPARIU! Eu vou te matar! Mas que inferno!
Ele levanta o olho pro troço, digno do mais puro herdeiro de Nosferatu, e diz com a cara mais cândida do mundo:
- Pô, mas como é que tu fica com um idiota que te faz uma coisa dessas?

sexta-feira, 21 de março de 2008

cansei de brincar disso. vamos falar serio agora

Não te peço muita coisa, não quero tomar todo teu tempo, não quero te grudar em mim numa simbiose venenosa até porque não quero também abrir mão do meu tempo.


Não pretendo te exigir nada, nem te prender ao meu lado e entendo que estás confuso, perdido. Mas quero, se quiseres também, poder ser teu porto seguro, onde tu te prendas por livre e espontanea vontade.

Sei que tens muitas questões a pensar, avaliar, resolver e que eu, sem querer, acabei me tornando mais um nó complicado que tens que resolver e num momento que não tens condições de resolver nó algum! Eu queria poder de alguma forma, te ajudar a desatar alguns deles, e me angustia saber que eu não posso, que acabariam se enrolando nos meus nós e a confusão só aumentaria.

Mas preciso ser um pouco egoísta agora. O que eu realmente quero, é poder respirar, é poder viver sem essa angústia de não saber se estou hoje contigo e amanhã tu vais receber um telefonema ou e-mail qualquer e vai me deixar de lado. Eu quero poder confiar em ti. Eu preciso confiar em ti para isso dar certo!

Não quero ficar pensando que, para não "bancar a idiota" eu tenha que também ter outras opções. As outras opções não me encantam, a não ser como um antídoto contra a insegurança de saber que não és só meu. Mas isso não me serve. Quero ser só tua. Não quero outros, assim como também não posso te dividir mais, nem sequer em pensamento. Me tortura ficar remoendo e pensando que não povoo sozinha teu coração e que a qualquer momento, pelo motivo que for, tu, que estavas vindo ao meu encontro, mude de direção.

Mais uma vez, não é a decisão que estou te cobrando. É pelo menos a chance, a perspectiva. Estamos juntos ha tão pouco tempo e sinto que o que temos é tão forte... Mas ao mesmo tempo sinto que tu não te abriu por inteiro p/ mim e isso me martiriza. Solta essas amarras, te deixa envolver. Eu vejo, no fundo dos teus olhos que tu sente o mesmo que eu, mas esse sentimento tá preso numa gaiola de culpa e medo. Solta ele! Lembro de me dizeres que admira os passarinhos como eles devem ser, soltos, sem grades. Eles são muito mais bonitos assim. Pois faz conosco o mesmo! Nos liberta, liberta o teu coração, abre as portas, quero entrar! Esquece os problemas, esquece os outros pássaros, os gatos, os estilingues. Não estou falando deles. Tô falando de nós dois. APENAS nós dois. Te liberta que o resto se resolve. As outras amarras que te prendem? Bom, isso vemos depois. Mesmo com medo, eu ainda acredito, que se te abrires para mim, tudo vai ficar mais facil de encarar. Só queria ter uma chance, uma luta equilibrada.

Ou então me acorda, me sacode e diz que estou enganada. Me fala que tu só gostou mais ou menos de mim, que eu fui um bom colo, uma boa companhia e nada além disso. Que tudo não passou de um sonho e que agora é hora de cair na real. A verdade de que eu estive o tempo todo sonhando sozinha dói, mas ainda prefiro isso do que seguir me enganando.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Essa dissolveu com um pêssego... mas a música (e o filme) são lindos!

As The World Falls Down
David Bowie

There's such a sad love
Deep in your eyes.
A kind of pale jewel
Open and closed
Within your eyes.
I'll place the sky
Within your eyes.
There's such a fooled heart
Beatin' so fast
In search of new dreams.
A love that will last
Within your heart.
I'll place the moon
Within your heart.
As the pain sweeps through,
Makes no sense for you.
Every thrill is gone.
Wasn't too much fun at all,
But I'll be there for you-ou-ou
As the world falls down.
Falling.
Falling in love.
I'll paint you mornings of gold.
I'll spin you Valentine evenings.
Though we're strangers 'til now,
We're choosing the path
Between the stars.
I'll leave my love
Between the stars.
As the pain sweeps through,
Makes no sense for you.
Every thrill is gone.
Wasn't too much fun at all,
But I'll be there for you-ou-ou
As the world falls down.
Falling
As the world falls down.
Falling
As the world falls down.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Makes no sense at all.
Makes no sense to fall.
Falling
As the world falls down.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Falling.
Falling
Falling in love
As the world falls down.

terça-feira, 11 de março de 2008

Problema ou Solução?

Ok, ok, lá vou eu de novo colar letrinhas de música. Pouco original, muito adolescente, mas que que eu posso fazer se as vezes musicas que eu nem sequer sabia que conhecia falam TANTO por mim? Essa é um exemplo. Achei até meio chatinha, com rimas fáceis, quase gessingerianas, já ia apagar da pasta de mp3 quando começo a prestar atenção na letra e lembrar de um certo dilema:

"E se a gente se envolver mais?"
"Ahm... se ambos se envolverem, não é problema, é solução!"

Aí titio Renato (o Russo) tira palavras da minha língua...

Teorema (Legião Urbana)

Não vá embora fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer o que você me faz
É exagero e pode até não ser
O que você consegue ninguém sabe fazer.
Parece energia mas é só distorção
E não sabemos se isso é problema ou se é a solução
Não tenha medo não preste atenção
Não dê conselhos
Não peça permissão
É só você quem deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz
Parece energia mas é só distorção
E parece que sempre termina mas não tem fim
Não vá embora fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer o que você me faz
É exagero e pode até não ser
O que você consegue ninguém sabe fazer
Parece um teorema sem ter demonstração
E parece que sempre termina mas não tem fim.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Hangar 18, area 51

Na adolescência eu tinha fissura por um jogo de fliperama chamado "Área 51". Matava aula com um amigo só pra ir gastar meu parco dinheirinho em fichinhas e ficar lá, pou, pou, pou, atirando em alienígenas invasores. A gente tinha até estratégia: eu sempre ficava do lado direito (ou esquerdo, agora não lembro mais), matava sempre os mesmos bichos, dava cobertura numa fase em que o lado do outro era mais ocupado... éramos um bom time. Nós contra os terríveis aliens. Ou eram zumbis?
Whatever. O que ocorre é que alguma parte de mim ficou presa nesse passado e não consegue sair da área 51. Meu coração, pra ser mais exata. Meu coração insiste em montar áreas 51 por onde eu for, só pra jogar fliperama contra zumbis que saem de baús do passado. Só que desta vez, não sou mais adolescente e não tenho armas, nem dessas ligadas por um fio a uma máquina arcade.
Pior é quando a área 51 não tem zumbis do passado, só os guardas que eu acabo matando sem querer. Ou será que são eles que me matam?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

... and it feels like home...

Navio, coraçao, casa.

- É, tu nao conhece ainda, ele tá viajando. Mas já conhece os meios que te levarão a ele. E vai ser em casa. Ou num lugar que tu te sinta em casa.

Só a menção do "tu ainda nao conhece ele" me fez ficar de má vontade com o resto da história, afinal, eu estava lá para ouvir coisas sobre um suposto "amor"que sim, eu conhecia. Queria saber que fim levaria aquela historia cheia de jogos trapaças e dois canos fumegantes... não queria saber de um suposto amor futuro, mais forte e blablabla que nem sequer eu conhecia! Não! Como assim mais forte? Como assim não é esse??? Mas eu gosto taaaanto!!!!

- É, mas nao é esse. O que é teu ta guardado e vem de longe. Mas vai te pegar em casa.

- Isso não faz o menor sentido

- Pode ser um lugar que tu te sintas em casa. Um lugar que tu freqüenta muito...

- Tá, e isso é quando?

- Difícil dizer. O nosso tempo é diferente do das cartas.

- Hmm, ok, quanto foi a consulta mesmo?

E assim eu saí. Desarvorada, meio decepcionada e interrogacioneforme da casa daquela senhora simpática que acabara de confirmar o que eu, no fundo, já sabia. Aquela historinha que eu tanto gostei e achei que fosse verdadeira, estava chegando ao fim, e na verdade, nunca foi forte o bastante. Não era ele.

Nos dois anos seguintes, a cada novo suspiro mais fundo, eu pensava... "mas será que é esse? Hmmm, conheci ele num lugar que eu frequento muito". Ou "ah, em casa pode ser que seja pq é muito meu amigo..." (mais um engano). Ou "oh! Esse ai acabou de voltar de viagem (mesmo que fosse de canoas), será que é ele?" Até que, depois de tanto dar com os burros n'água, acabei esquecendo dessa história. Até a noite de hoje.

Achei que já tinha vivido todos os clichês dessa coisa chamada atração. Paixão à primeira vista; paixão avassaladora e doentia; amor de mineirinho, que come pelas beiradas; amigo que vira amor; amor que vira amigo; relaçao de amor e ódio; sexo sem amor; amor sem sexo e até relações sem nexo, empurradas com a barriga só para ter com quem estar. Mas até hoje não tinha passado pela experiência de me sentir EM CASA.

Claro que não estou falando literalmente, até porque minha casa de verdade às vezes é tão inóspita que é o último lugar onde quero estar. Falo em me sentir em casa no sentido de me sentir EM MIM, com outra pessoa. Também não falo de intimidade, embora tenha um pouco a ver com isso. Falo da sensação de estar a vontade com alguém que eu mal conheço, mesmo tendo ainda aqueles pudores e cerimonias iniciais. Mesmo com os joguinhos da conquista, mesmo sem saber tão pouco do outro. É algo muito maior que isso. É abraçar e sentir que aqueles braços sempre fizeram parte de mim. É passar a mão naqueles cabelos e sentir como se tivesse fazendo isso a vida toda, ou como se fossem meus próprios cabelos. É sentir o contato e o calor da pele dele contra o meu corpo e saber que não quero mais sair dali, que aquele calor sempre esteve ali ou sempre deveria estar. Respirar fundo e aquele cheiro de perfume misturado com o da pele dele, me levassem imediatamente p/ dentro da casca, para aquele lugar seguro e confortável para onde eu vou quando quero me refugiar de tudo e todos.Enfim, casa. Minha casa. Minha casca, de boa carangueja que sou.

E ainda sentindo esse cheiro tao familiar, fiquei pensando nisso tudo. Ele é alguém de quem já tinha ouvido falar , visto fotos etc e não havia me despertado interesse. Além disso, o conheci em mais um daqueles meus períodos de apatia, de falta de vontade de me envolver com alguém. Mas a partir do momento que nossos olhos se cruzaram e começamos a conversar, eu vi que estava em casa e vi que tava perdida... ele me abriu a casa, eu abri meu coração...

Não vou ligar para ele derretida, não vou deixar de viver minha vida normalmente e nem mesmo pretendo boicotar os joguinhos da conquista (se eu conseguir não fazer isso), ou atropelar etapas. Mas precisava, de alguma forma registrar aqui meu momento Dorothy: "NÃO HÁ LUGAR COMO NOSSO LAR".

É, melhor parar por aqui antes que fique infame demais. Fato é que já vi que me enrasquei, vou dormir sentindo esse cheirinho bom e torcendo para não ter me enganado e receber uma ordem de despejo em breve. Ah sim, só para completar... ele é canceriano (tem sua propria casca também) e acabou de voltar de uma viagem de 1 ano e meio de beeeem longe.

navio, coraçao, casa.

home sweet home. sera?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O tempo...




...e o vento...?

ruminando idéias...