segunda-feira, 17 de março de 2008

Essa dissolveu com um pêssego... mas a música (e o filme) são lindos!

As The World Falls Down
David Bowie

There's such a sad love
Deep in your eyes.
A kind of pale jewel
Open and closed
Within your eyes.
I'll place the sky
Within your eyes.
There's such a fooled heart
Beatin' so fast
In search of new dreams.
A love that will last
Within your heart.
I'll place the moon
Within your heart.
As the pain sweeps through,
Makes no sense for you.
Every thrill is gone.
Wasn't too much fun at all,
But I'll be there for you-ou-ou
As the world falls down.
Falling.
Falling in love.
I'll paint you mornings of gold.
I'll spin you Valentine evenings.
Though we're strangers 'til now,
We're choosing the path
Between the stars.
I'll leave my love
Between the stars.
As the pain sweeps through,
Makes no sense for you.
Every thrill is gone.
Wasn't too much fun at all,
But I'll be there for you-ou-ou
As the world falls down.
Falling
As the world falls down.
Falling
As the world falls down.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Makes no sense at all.
Makes no sense to fall.
Falling
As the world falls down.
Falling.
Falling in love
As the world falls down.
Falling.
Falling
Falling in love
As the world falls down.

terça-feira, 11 de março de 2008

Problema ou Solução?

Ok, ok, lá vou eu de novo colar letrinhas de música. Pouco original, muito adolescente, mas que que eu posso fazer se as vezes musicas que eu nem sequer sabia que conhecia falam TANTO por mim? Essa é um exemplo. Achei até meio chatinha, com rimas fáceis, quase gessingerianas, já ia apagar da pasta de mp3 quando começo a prestar atenção na letra e lembrar de um certo dilema:

"E se a gente se envolver mais?"
"Ahm... se ambos se envolverem, não é problema, é solução!"

Aí titio Renato (o Russo) tira palavras da minha língua...

Teorema (Legião Urbana)

Não vá embora fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer o que você me faz
É exagero e pode até não ser
O que você consegue ninguém sabe fazer.
Parece energia mas é só distorção
E não sabemos se isso é problema ou se é a solução
Não tenha medo não preste atenção
Não dê conselhos
Não peça permissão
É só você quem deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz
Parece energia mas é só distorção
E parece que sempre termina mas não tem fim
Não vá embora fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer o que você me faz
É exagero e pode até não ser
O que você consegue ninguém sabe fazer
Parece um teorema sem ter demonstração
E parece que sempre termina mas não tem fim.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Hangar 18, area 51

Na adolescência eu tinha fissura por um jogo de fliperama chamado "Área 51". Matava aula com um amigo só pra ir gastar meu parco dinheirinho em fichinhas e ficar lá, pou, pou, pou, atirando em alienígenas invasores. A gente tinha até estratégia: eu sempre ficava do lado direito (ou esquerdo, agora não lembro mais), matava sempre os mesmos bichos, dava cobertura numa fase em que o lado do outro era mais ocupado... éramos um bom time. Nós contra os terríveis aliens. Ou eram zumbis?
Whatever. O que ocorre é que alguma parte de mim ficou presa nesse passado e não consegue sair da área 51. Meu coração, pra ser mais exata. Meu coração insiste em montar áreas 51 por onde eu for, só pra jogar fliperama contra zumbis que saem de baús do passado. Só que desta vez, não sou mais adolescente e não tenho armas, nem dessas ligadas por um fio a uma máquina arcade.
Pior é quando a área 51 não tem zumbis do passado, só os guardas que eu acabo matando sem querer. Ou será que são eles que me matam?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

... and it feels like home...

Navio, coraçao, casa.

- É, tu nao conhece ainda, ele tá viajando. Mas já conhece os meios que te levarão a ele. E vai ser em casa. Ou num lugar que tu te sinta em casa.

Só a menção do "tu ainda nao conhece ele" me fez ficar de má vontade com o resto da história, afinal, eu estava lá para ouvir coisas sobre um suposto "amor"que sim, eu conhecia. Queria saber que fim levaria aquela historia cheia de jogos trapaças e dois canos fumegantes... não queria saber de um suposto amor futuro, mais forte e blablabla que nem sequer eu conhecia! Não! Como assim mais forte? Como assim não é esse??? Mas eu gosto taaaanto!!!!

- É, mas nao é esse. O que é teu ta guardado e vem de longe. Mas vai te pegar em casa.

- Isso não faz o menor sentido

- Pode ser um lugar que tu te sintas em casa. Um lugar que tu freqüenta muito...

- Tá, e isso é quando?

- Difícil dizer. O nosso tempo é diferente do das cartas.

- Hmm, ok, quanto foi a consulta mesmo?

E assim eu saí. Desarvorada, meio decepcionada e interrogacioneforme da casa daquela senhora simpática que acabara de confirmar o que eu, no fundo, já sabia. Aquela historinha que eu tanto gostei e achei que fosse verdadeira, estava chegando ao fim, e na verdade, nunca foi forte o bastante. Não era ele.

Nos dois anos seguintes, a cada novo suspiro mais fundo, eu pensava... "mas será que é esse? Hmmm, conheci ele num lugar que eu frequento muito". Ou "ah, em casa pode ser que seja pq é muito meu amigo..." (mais um engano). Ou "oh! Esse ai acabou de voltar de viagem (mesmo que fosse de canoas), será que é ele?" Até que, depois de tanto dar com os burros n'água, acabei esquecendo dessa história. Até a noite de hoje.

Achei que já tinha vivido todos os clichês dessa coisa chamada atração. Paixão à primeira vista; paixão avassaladora e doentia; amor de mineirinho, que come pelas beiradas; amigo que vira amor; amor que vira amigo; relaçao de amor e ódio; sexo sem amor; amor sem sexo e até relações sem nexo, empurradas com a barriga só para ter com quem estar. Mas até hoje não tinha passado pela experiência de me sentir EM CASA.

Claro que não estou falando literalmente, até porque minha casa de verdade às vezes é tão inóspita que é o último lugar onde quero estar. Falo em me sentir em casa no sentido de me sentir EM MIM, com outra pessoa. Também não falo de intimidade, embora tenha um pouco a ver com isso. Falo da sensação de estar a vontade com alguém que eu mal conheço, mesmo tendo ainda aqueles pudores e cerimonias iniciais. Mesmo com os joguinhos da conquista, mesmo sem saber tão pouco do outro. É algo muito maior que isso. É abraçar e sentir que aqueles braços sempre fizeram parte de mim. É passar a mão naqueles cabelos e sentir como se tivesse fazendo isso a vida toda, ou como se fossem meus próprios cabelos. É sentir o contato e o calor da pele dele contra o meu corpo e saber que não quero mais sair dali, que aquele calor sempre esteve ali ou sempre deveria estar. Respirar fundo e aquele cheiro de perfume misturado com o da pele dele, me levassem imediatamente p/ dentro da casca, para aquele lugar seguro e confortável para onde eu vou quando quero me refugiar de tudo e todos.Enfim, casa. Minha casa. Minha casca, de boa carangueja que sou.

E ainda sentindo esse cheiro tao familiar, fiquei pensando nisso tudo. Ele é alguém de quem já tinha ouvido falar , visto fotos etc e não havia me despertado interesse. Além disso, o conheci em mais um daqueles meus períodos de apatia, de falta de vontade de me envolver com alguém. Mas a partir do momento que nossos olhos se cruzaram e começamos a conversar, eu vi que estava em casa e vi que tava perdida... ele me abriu a casa, eu abri meu coração...

Não vou ligar para ele derretida, não vou deixar de viver minha vida normalmente e nem mesmo pretendo boicotar os joguinhos da conquista (se eu conseguir não fazer isso), ou atropelar etapas. Mas precisava, de alguma forma registrar aqui meu momento Dorothy: "NÃO HÁ LUGAR COMO NOSSO LAR".

É, melhor parar por aqui antes que fique infame demais. Fato é que já vi que me enrasquei, vou dormir sentindo esse cheirinho bom e torcendo para não ter me enganado e receber uma ordem de despejo em breve. Ah sim, só para completar... ele é canceriano (tem sua propria casca também) e acabou de voltar de uma viagem de 1 ano e meio de beeeem longe.

navio, coraçao, casa.

home sweet home. sera?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O tempo...




...e o vento...?

ruminando idéias...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

In nomine Christi, amen.

De tanto cansaço das relações humanas, esta que vos escreve decretou-se um ano monástico. Tá difícil de fazer as pessoas entenderem o que quero dizer com isso, então deixa pra lá. Fato é que estou me auto-denominando monja a partir de primeiro de janeiro. Monja, não santa. Atenção que esta diferença é crucial.
Enfim... e como pra tudo que tem fim tem de ter uma história, adivinhem se aos quarenta e cinco do segundo tempo do ano passado, com o período monástico se avizinhando, não chegou mais um picareta pra esculhambar o coreto.
E só pra não perder o hábito: sagitariano.

***
Mas sigamos com o baile que já tá quase acabando (in nomine Christi, amen, porque eu já nem lembro mais do que queria escrever sobre os mocinhos dos astros). E continuamos com nossos queridos bodinhos, os aniversariantes do mês.


"Se a combinação touro-virgem era solidez, está é solidez mais sala VIP. A sociedade entre eles é a mais séria possível, aquela história dos dois olhando na mesma direção, mesmo: na direção de um carro último tipo, de viagens duas vezes por ano para Paris, de uma posição de destaque na empresa ou do título do clube mais fechado do país. Vão ser extremamente fiéis um ao outro - qualquer tropeço poria a perder não só o romance, mas um investimento enorme em projeção social."

Eu ia confessar minha total ignorância nos assuntos capricornianos quando me lembrei que a sociedade deste blog já é de looonga data... não é mesmo, Dona Rosquinha?
Há uns bons... uh... dez anos... deixa pra lá.
Há um tempo atrás, na época em que a faculdade nos permitia ser menos sérias, mais juvenis e mais atrevidinhas, chegou a época de uma das incontáveis festas a que comparecemos.
E estávamos num dia particularmente atrevido.
Aí me aparece o tal capricorniano. Um jovem capricorniano que contraria toda e qualquer sinastria do Terra ou de qualquer horóscopo que se preze. O ascendente dele deve ser alguma coisa de Ar, porque ele voa.
Bem, enfim. O capricorniano em questão aparece e, como sempre, estava cheio do amor pra dar. Até que as duas mentes sujas aqui resolveram pôr um freio nesse fogo todo. E pra isso, não bastava muito. A auto-estima do mocinho era tão alta que não precisava nem de pedra pra ele tropeçar; bastava uma poeira um pouquinho maior.
Puxamos a criatura pra um cantinho.
- Olha só, Ademílson. A gente quer te dividir hoje.
Assim. Curto e grosso.
O sujeito teve um mini-curto na nossa frente. Parou, espirrou, gaguejou, tremeu na base e no fim não soube o que fazer.
A gente, o que fez?
Desistiu de esperar e foi embora, oras.
E lá somos mulheres de ficar esperando bodinho?

Régua!

Tudo bem que Deus escreve certo por linhas tortas, mas no meu caso acho que ele já tá de sacanagem ou é pegadinha e daqui a pouco aparecem as câmeras escondidas! Porque na prática, Ele resolveu se basear não nas linhas do caderno, e sim na espiral que segura as folhas! Cheeee, não aguento mais historinhas em espiral, cíclicas, sempre quase iguais, que voltam quase ao mesmo ponto e nunca fecham!

É demais pedir um pouco de coerência e um caderno de caligrafia sem molas?

E não me venha oferecer calma e canja de galinha, que já enjoei.

Estúpido cupido

Além de ter a lua em sagitário - que me faz falar e fazer tudo antes e pensar depois - só lembro de mais dois "arqueiros" na minha vida amorosa.

Um é meu professor de fotografia, grande amigo e baita safardana, sempre borboleteando entre suas duvidas sentimentais, mas sempre leal (diferente de fiel) aos seus amores.

O outro é o cupido - sim, aquele gordinho pelado de asas ali do lado, metido a arqueiro, mas tão desastrado que acabou morrendo com a propria flecha e me deixou na mão.

Nenhum dos 3 é bom de foco. Mas quem precisa de foco, mira ou flechinhas perfumadas quando se pode ter (e ser) uma Uzi?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Resoluções de fim de ano

Há algum tempo que me identifico com os textos e opiniões dessa que já virou a voz no nosso inconsciente por aqui. Mas esse texto abaixo e um trechinho de outro que colo depois, arrastou todas as fichas! Gostaria de ter força para dizer tantos nãos quanto forem necessários daqui para frente. Inclusive para mim mesma.


Noooooooooooooooooooot

Não sei se isso dura muito, mas preciso confessar que ultimamente minha palavra predileta tem sido: não. Não aquele “não” que aprendemos a falar desde pequenininhas para valorizar o nosso “passe”. Nossa mãe, avó, nosso pai, tio, amigo, irmão, vizinho. Todo mundo adora ensinar a uma mulher a importância de fazer charme e nunca aceitar nada, de sorvete a casamento, de primeira. Mas meu “não” é mais para o verdadeiro e autêntico “não” das crianças. Daqueles que vêm do fundo
da alma e da convicção. Não é nem jogo nem medo. É fácil, óbvio e transparente.

“Você quer sair comigo?”, pergunta um cara absurdamente inteligente, bonito, mas com namorada. Não. “Você quer viajar comigo?”, pergunta aquele ex-casinho com o corpo mais bonito que eu já vi na minha vida, o melhor beijo dos últimos 100 anos, mas seis anos mais novo que eu e obcecado pela “molecada da facu”. Não. “Você me dá seu telefone?”, pergunta o cara que já pediu o telefone de metade da festa. Não. Aliás, eu nem fui nessa festa. Eu disse que não.

Como diria aquela música “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”, eu criei uma certa casca para prazeres fugazes. Vivi 345 deles nos últimos anos e fui feliz, mas pela primeira vez sinto que não tenho mais nenhuma curiosidade a respeito.

Dizem que Buda só virou Buda porque nasceu milionário. É mais fácil abdicar de um mundo de facilidades depois que já experimentamos desse mundo em demasia. Chega.

Eu já sei como é fugir para o banheiro do restaurante. Já sei como é beijar um sem-nome, um nome famoso, o melhor amigo, o inimigo, o namorado da amiga, o amigo do namorado, o chefe, o estagiário. Já sei como é acordar em um lugar estranho. Embaçar o carro. Ir a uma festa e pensar “tirando o moço do caixa e o telão, já beijei tudo o que se mexe nesse lugar”. Nada dessas coisas têm mais graça pra mim.

Mas às vezes me pergunto se estou mesmo certa. Quando vou ao cinema com um casal de amigos que fica se pegando loucamente ao meu lado ou descubro que esfriou
no meio da noite e a manta está na parte mais alta do armário, eu me pergunto se uma aventurinha qualquer não era melhor que nada. Pelo menos te esquenta um pouco e te faz alguma companhia. E lembro do Vinícius que diz “mesmo amor que não compensa é melhor que solidão”.

Mas quando uma “fraquezazinha” vem me visitar, eu encho o peito e digo minha mais recente e sonora frase: “Nãããããããããão”. Já tive aos montes pessoas que não compensam esquentando a cadeira ao lado do cinema, o banco ao lado do carro e o
travesseiro extra da cama. E nem por um minuto senti meu peito aquecido. A gente
até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta. Estar
com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.

Há um bom tempo eu resolvi que alguém certo só apareceria se eu abrisse mão de todos os errados e soubesse esperar. Resolvi que a energia para atrair alguém bacana tem que ser igualmente bacana e com tanta gente errada na minha vida eu não estava emanando coisas muito boas. Mas tomar uma decisão e segui-la do fundo da alma requer um certo tempo de adaptação. Digamos que um pouco de carência com um restinho de curiosidade tenham me feito dizer, nos últimos anos, alguns “sim” que até me divertiram, mas não levaram minha vida a lugar nenhum. Mas agora sinto que isso mudou. Não porque eu quero que mude, simplesmente porque mudou naturalmente.

Por isso, nesse restinho de ano, inspirada no final dos meus 28 anos (que fecha um ciclo) e no começo do ano 2008 (que cabalisticamente representa o número 1 e o começo de um novo ciclo) eu incorporo meu amigo Borat (quem não viu o filme precisa ver!) e respondo a todos os rapazes, amigos e empregos que não forem verdadeiros, bem intencionados e a fim de me fazer feliz : nooooooooooooooooooooot!

E um pedacinho do texto anterior, dela também:

...Eu quero sim, desde que comecei a entender mais ou menos sobre do que se trata a vida, ter um companheiro. Alguém pra contar e ouvir como foi o dia, fazer carinho, ter vontade de dormir junto, viajar junto, envelhecer junto, crescer junto. Essas coisas românticas que todas as mocinhas e todo mundo, no fundo, no fundo, quer. Ou ao menos vai querer um dia.

Mas desejar essa pessoa é diferente de estar matando cachorro a grito a ponto de pegar o primeiro que aparece. Se eu quisesse estar com qualquer um só pra mostrar pra todo mundo que qualquer um me quis, eu estaria namorando ou casada com várias “espécies” que passaram pela minha vida e até deixaram algo bacana, mas não tinham absolutamente nada a ver comigo: médico interiorano que não me deixava usar batom; poeta frustrado que fazia tudo parecer um filme romântico e na hora de fazer sexo o filme virava a comédia “O piloto sumiu”; playboy americanizado que só falava nos EUA e se vestia como aqueles turistas bobos da Flórida; intelectuais tão intelectuais, mas tão intelectuais que nenhum emprego do mundo era suficiente e eles viviam vendo “Vale a pena ver de novo”; misteriosos que só se faziam de misteriosos por medo de alguém desistir se visse o que tinham por dentro... e por aí vai.

Tudo bem que eu sou muito crítica e realmente não existe a pessoa
mais perfeita do mundo. Mas alguém para merecer o outro lado da sua cama não deveria lhe causar, no mínimo, admiração, tesão, felicidade, paz e vontade de passar o resto da vida ao lado? E isso não se encontra fácil assim, pelo menos eu ainda não encontrei. E, pelo o que eu pude observar na festinha desanimada dos meus inimigos secretos, boa parte deles ainda não tinha encontrado também, apesar deles posarem de bem-sucedidos no amor por medo, justamente, de chegar sozinho a um amigo secreto.

Isso e muito mais aqui

FELIZ 2008!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sorriso da Monalisa


Existem inúmeras teorias a respeito do mítico e misterioso sorriso da monalisa... Eu mesma ja assisti aulas e mais aulas de composição e história da arte e todas versam sobre teorias a respeito de tal sorriso enigmático sem que nenhuma conclusão definitiva tenha surgido. Mas hoje, quando cheguei em casa e tirei a maquiagem e a máscara de mulher segura e bem resolvida, me deparei com um sorriso parecido e acho que matei a charada.


A moçoila tinha acabado de arranjar uma sarna para se coçar, daquelas que dão bastante trabalho, mas que de certa forma, deixe alguma esperaça no ar, motivo pelo qual ela sorri, assim, meio sem certeza.


Não duvidem... a "mona" sabe o quao especial, bonita e única que ela é, mas talvez justamente para pôr isso à prova as vezes, ela resolve escolher um sujeitinhos complicados, que a deixam com uma pulga atrás da orelha e aquela incerteza se deve chorar pelo fracasso ou sorrir pela vitória.


Aí ela escolhe a dedo (podre) aquele cara mais lindo, mais charmoso, mais gentleman, mais estiloso, inteligente, cavalheiro, tchururu, tudo de bom e, claro, mais concorrido e invariavelmente, mais psicologicamente perturbado. Exatamente como ela.


O carinha esse é ótimo em tudo, principalmente em deixa-la insegura de suas qualidades, até porque ele mesmo é inseguro e a melhor defesa sempre é o ataque ou... sei lá, dois inseguros sem razão de ser sempre se atraem... empatia? ironia divina? Não sei. Mas nada deixa uma monalisa mais interrogacioneforme do que um homem quase perfeito, que vive se depreciando, mas que ao mesmo tempo deixa bem claro que sabe que o adoramos secretamente (ou não tão secretamente assim) e que não é indiferente à isso, embora tenha plena certeza de que não mereça. Aí esse mesmo homem vai te colocar num pedestal, vai dizer que não quer sair de perto de ti, que tu é uma das pessoas que ele mais admira e que lembra todas as mulheres que ele já amou de verdade, pela energia, pelo sorriso, pelo magnetismo.


E quando o teu lado monalisa tá quase escancarando um sorrisão no maior estilo Bozo quando ele te liga pela terceira vez no dia com uma desculpa esfarrapada qualquer, vem o tombo. Tu descobre que ele já está envolvido com outra que é exatamente o teu oposto. Quieta, sem sal, açucar e muito menos pimenta, que não inspira magnetismo algum e que ainda por cima, controla, faz chantagens e joguinhos baixos (tipicos de escorpioninos, aquele bichinho que eu já disse antes, sempre me fizeram mal).


E mesmo com toda essa encrenca, algum instinto kamikase te faz ir em frente. E aí tu te vê descumprindo tudo aquilo que tu prometeu para o espelho indo por água abaixo, tudo na tentativa de fazê-lo ver, ou relembrar, que um bom tempero sempre deixa a vida melhor do que uma dieta insossa. Porque se ele te acha tão maravilhosa assim, é impossível ele continuar preferindo a outra. Tu é tão legal, tão bem resolvida, tão desprendida que jura que não vai controla-lo (como a outra faz), tão amiga, companheira e ao mesmo tempo tãaaao cheia de algo mais. Só estando cego para ainda assim preferir a outra, que entra muda, sai calada, coleciona inimizades e pudores.


Então a mona vai à luta, mostra a que veio e tudo o que sabe. Dá show de desprendimento e parceria, na esperança de que dessa vez, o mundo vai ser justo e ele vai perceber de verdade que se ela é tão legal, não tem poque ficar com uma cópia barata. Poxa, será insegurança dele? Será que ele não se acha suficientemente bom para ter uma monalisa e por isso compra uma pintura barata e sem vida? É medo de que a obra ofusque o seu brilho? Quando é que ele vai se dar conta que um David de Michelangelo jamais pode ser apagado por qualquer obra, mesmo a Monalisa e que ambos podem brilhar juntos nos corredores do Louvre? Ele não precisa estar com alguém menor que ele para ser mais seguro! Mona grita isso para ele de todas as formas possíveis e espera que dessa vez ele escute. Ela tem esperança de que o mundo seja um lugar mais lógico e sorri ao pensar que é uma batalha ganha. Mas ao mesmo tempo ela chora, fica séria e resignada ao lembrar que não, o mundo não é logico, nem justo e muito menos coerente e que por mais maravilhosa e especial que ela seja, ele vai se envolver com a pintura barata e sem perigos.


Aí, depois de entregar tudo o que tem numa bandeja, Monalisa se olha no espelho e chora por ter jogado toda sua auto-estima no colo do primeiro David que aparece. Já duvida de seu potencial e acha que a tal pintura barata pode ser uma afrodite ainda não descoberta. Mas aí ela lembra que foi ela mesma quem lhe impôs esse desafio ao ego. E num misto de esperança e tristeza, enigmaticamente sorri.




sábado, 1 de dezembro de 2007

A história de Arlindo (não o Orlando)

Eu conheci um cara certa vez que combinava duas características de alto grau de compatibilidade: era um safardana de marca maior, e eu não queria nada com ele, nem ele comigo. Era só meu conhecido. Bingo!
Eis que andam me ocorrendo eventos de natureza 129% safardanas, então me lembrei duma história lapidar desse sujeito. Não o vejo há muitos anos, e portanto nem sei se ele tomou rumo na vida.
Mas chamemos o moçoilo de Arlindo. O Arlindo era todo metido a galanteador, daqueles que procura o nome dos garçons e garçonetes nos crachás, só pra ter o prazer de chamá-los olhando nos olhos, como se fosse a maior demonstração de consideração do mundo. Está tripudiando no sujeito, mas chamando pelo nome.
Pois o Arlindo tinha uma namorada tipo modelo exportação. Linda. E até onde me consta, inteligente. O Arlindo, se não era nenhuma beldade, não era de todo péssimo. E tinha aquela cara de canalha que arrasa qualquer mulher na fase mais militante.
Acontece que a natureza safada do Arlindo falava mais alto diversas vezes ao mês, e numa dessas vezes ela buzinou más idéias numa festa em que a namorada do Arlindo não estava - mas a melhor amiga dela sim. E dando sopa, pra delírio da galera da geral.
Alguém da geral, dias depois, foi lá e deu o serviço pra namorada. E por esses acasos do destino, ou pela vontade da geral ver o circo pegar fogo mesmo, contaram pro Arlindo que a dita já estava sabendo.
O Arlindo, que era o canalha típico, se apavorou, ligou pra fulaninha lá, acho até que pra combinar qual ia ser o discurso, e rumou pra casa da namorada pra tentar consertar o estrago. Evidentemente, a canalhice suprema não estaria completa se ele não tivesse aproveitado o vendedor de rosas transgênicas da esquina e comprado não um, mas DOIS buquês. Dez paus. Ele achou que um investimento de dez reais em botôes de rosas iriam apaziguar a fúria da modelo-tipo-exportação.
Bateu na porta da casa da furiosa, com as flores numa mão e o celular na outra. A mocinha abriu a porta, - ah como eu queria ter visto isso!! - fechou a cara, mirou direto no telefone. Passou a mão e olhou as ligações para, há!, dar de cara com a última ligação dele pra terceira lá.
Atirou o telefone na parede oposta, agarrou as flores, jogou na lata do lixo ao lado e acabou com a cara de estupefato do nosso herói com um DIRETO, bem no meio do nariz.
E fechou a porta no que sobrou da cara dele.
Que ficou aborrecidíssimo ao ver seus dez reais indo pro lixo.

***
Tá, agora duas historinhas de meu próprio protagonismo.

Fui viajar e passei uma semana na mesma cidade de um cara que, pela internet, é puro papo firme. Dei a ele praticamente todo o meu roteiro, para que finalmente a coisa saísse do papo e partisse pra prática efetiva.
O rapaz esperou até o dia da minha volta para puxar papo de novo. Quando anunciei que estava indo dar um passeiozinho antes de ir para o aeroporto, o sujeito se auto-intitulou convidado para o evento e vem com a pérola "bem, se eu quisesse te ver mesmo já teria providenciado isso antes".
Enquanto pensava em quem é que tinha convidado a criatura, respondi com "é por isso que eu nem me preocupei". E ele "é, nem eu".
Vinte minutos depois, chega a mensagem no celular: "Boa viagem, te cuida".
Ah, se consciência pesasse!!

A outra historinha é quase uma anedota de tão inacreditável.
Encontrei o sujeito online numa tarde dessas e ele propôs sair do trabalho e vir me encontrar, com uma tábua de frios. Me coube providenciar o vinho. Modéstia à parte, mandei muito bem. Um belo tinto, encorpado, com uma cor lindíssima.
Dez da noite, e o sujeito ainda lá, trabalhando. E eu esperando, com a casa arrumada, banho tomado, todas essas merdas que a gente devia fazer por nós mesmas, mas na verdade acaba sempre fazendo por eles.
Lá pelas tantas ele simplesmente manda "vou nessa, bjs".
E foi embora - para onde? Só Deus sabe!

domingo, 25 de novembro de 2007

Momento de Histeria:

UUUUUUUUUUUUUUUI Gretaaa!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A Noite do Superego Descontrol

(citando as coleguinhas do 02 Neurônio e sua expressão emblemática)

O que faz uma mulher sozinha em casa numa sexta feira quente de novembro?
Nada de relevante, claro. Inaugura oficialmente a noite do superego descontrol e manda ver.
A começar, prepara uma comida carregadésima de alho (que é pra enterrar de vez qualquer resquício de vontade de sair de casa que vá bater lá pelas duas da matina). Depois, abre uma lata de leite condensado. E termina com uma garrafa de vinho, pra facilitar a deprê que vai bater quando se der conta da quantidade de calorias ingeridas só por conta dum acesso histérico.
Mas o processo não está completo se não estiver recheado de momentos de navegação aleatória na Internet.
Estava até pensando em dedicar algumas linhas de cunho antropológico ao estudo das pessoas que se filiam a comunidades que "odeiam Sex and the City". Mas aí desisti, dado: 1) o percentual ínfimo de participantes diante da massa que se junta aos fãs da série e 2) o argumento fraco dos que dizem não gostar.
Eu não gosto dos Simpsons, e daí? Sou menos inteligente por isso?
Qual é o problema em mostrar quatro mulheres que não se prendem à vida celibatária enquanto buscam um cara de quem gostem de verdade? Qual é o problema em mulheres sairem sozinhas à noite, curtirem Cosmos (muito bom, aliás) e falarem um monte de merda? Qual é o problema em mostrar numa série que alguém é capaz de gastar fortunas em sapatos?
Obtive a resposta sem querer nesta semana. Um amigo largou a seguinte pérola: "Se nós, homens, fizéssemos de verdade tudo o que dizemos nas mesas de bar, não tinha mulher insatisfeita no mundo".
Aháá!! A questão é a seguinte: quando uma mulher fala que fez e aconteceu, podes crer que ela FEZ E ACONTECEU MESMO. Mas quando um homem diz... aí, meu filho, a coisa muda de figura. Tem atestado em duas vias? Com firma reconhecida? Testemunhas? Hein? Hein?
Então, resumi tudo numa pura e simples inveja. Ou, nas sábias palavras da Shania Twain, "the best thing about being a woman is the prerogative to have a little fun".
Não estou de modo algum dizendo que é o melhor lifestyle do mundo, nem pregando que Manolo Blahnik seja o fiel depositário de todas as nossas economias. Só acho que os críticos perderam o final da série: todas elas casadas, felizes e amando de verdade.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Não resisti...

... e mandei ver a tréplica dos comentários no post abaixo.
A cartela de roxos e rosas tá ficando bem bonita...

Insights do Mestre dos Magos

Tomei a liberdade de copiar o post do teu blog ahm, oficial, cara colega. Até Porque foi copiado de um mail meu, que foi copiado de outro lugar. E além disso, quanto mais divulgado melhor, para eles e para nós! ;)

Ah! Comentários da Loulou em Roxo e meus em Rosa calcinha (já que o choque-não-provoque tá em falta). Vai ficar um carnaval, mas é um mal necessário.

Aprendam. A redação é bobajada pero tem fundamento. Comentários de cortesia. Uma revista feminina realizou recentemente em Angra do Reis um seminário destinado às mulheres de todas as idades. Com duração de 3 dias, o encontro resultou nas seguintes conclusões abaixo:

1- Cheiro bom de homem é... de homem! Um perfume cítrico e aquele cheiro de banho tomado também são ótimos. Mas evite extravagâncias. (Se tiver um Carolina Herrera ou um Minotaure dando sopa por aí...) Putz, ainda prefiro aquele cheirinho de banho... de shampoo citrus e sabonete dove (o clássico) na pele... suspiros... Mas um bom Azarro também tem seu valor. Ah sim. Perfume doce, jamais! Aliás, devia ser proibido para mulheres também.
Tu conhece um chamado Joop? É pra acabar com qualquer preconceito. Deve ter algum ferormônio, sei lá.

2- Hálito de bebidas alcoólicas pode excitar (de "pouco" uísque, vodka, vinho e champagne). De cerveja e pinga, não. (Nunca beba sozinho. Me convide e o problema está resolvido). Endosso.

3- Você pode ter o cabelo como quiser, desde que não seja tigela, nem PINTADO. Você pode manter o cabelo limpo, mas nunca secá-lo com "escova". Você pode ser careca, as mulheres não ligam. Se você tem uma peruca, use-a no Natal, no presépio, como manjedoura do Menino Jesus! Implantes de cabelo, jamais! Eles dispersam a atenção de uma mulher: ao invés de ouvir o que você diz, ficamos hipnotizadas pelos tufos na sua testa! (Há! Perfeito) Ahhhhh, quem nunca teve cabelinho tigela que atire a primeira pedra... eu acho fofo! Mas realmente, cabelo de homem pintado sempre fica num acaju indefinido; peruca lembra o Zacarias e os tufos de implante? Hhahahaha, não parecem mini palmeiras? Talvez uma florista, paisagista, botânica ou dermatologista curta. De resto, NÃO!
Fofo é a palavra. Meu ursinho Peposo também era fofo. Francamente, de Romeus já me bastam os do Shakespeare.

4- Não se atreva a esmaltar suas unhas ou tirar as cutículas. Corte-as, e lixe-as apenas. Em ocasiões especiais, crave-as em nossas bundas! (Discordo em termos. Tem gente que tem estilo suficiente pra usar unhas até pretas, e daí?) Taí o Nuno Bettencourt que não nos deixa mentir, mas lembre-se... nunca, em hipótese alguma, corte as unhas em lugares públicos, ainda mais em lugares como supermercados.
Eu juro que tento esquecer as infâmias que a vida me fez passar, mas aí meu HD auxiliar lembra delas...

5- Se você tem calos na palma da mão, cultive-os (temos sugestões edificantes a respeito!). São úteis para que gritemos na sua cara: "Vem, meu estivador, mostra quem manda aqui!" (Que pândega, essa redatora)

6- Admitimos que você tenha barriga, mas não que seja uma enorme barriga. (Isso aí. Parem com a neura, pelamordedeus) Hummm... mas aí é justo que admitam nosso panceps de leve... ou celulite, ou, whatever... mas se não rola um tanquinho, eu particularmente prefiro o estilo Sadol... não tem barriga, mas também não tem músculo nenhum. Magro de ruim, ossinhos aparentes ;). Gosto não se discute, diria aquela velhinha comendo tatu.
E lá eles sabem o que é celulite? Francamente? Os que sabem são aqueles inclusos na definição do item 11. E... olha, não conheço um que não adote a máxima "tem de ter sustânça". Alguns chegam nos píncaros da "beleza renascentista", mas aí é pros puristas.

7- Pêlos no peito, gostamos. Em orifícios visíveis, como orelhas e nariz, pedimos clemência e tesourinha sem ponta! (Genial) Prefiro os IIINNNNDIIIIOOOOS AGOUUUUURA!!! Nada grave, pêlos esparsos no peito não fazem mal a ninguém, mas eu particularmente prefiro os mais lisinhos NATURALMENTE,claro. Agora... Bolas de pêlo a la Tony Ramos, por favor, mantenha a distância, tenho alergia!!!

8- Banho antes, sim. Logo depois, nunca! Algum tempo depois, hummmm... Pode ser! (Loulou endorses) Pousé... banho logo depois SOZINHO é uma das piores gafes, assim como sair correndo para escovar os dentes ou mesmo para tirar a camisinha. Tira na cama, dá um nozinho e deixa para ter ataquito de limpeza depois. E de preferência acompanhado!


9- Escovar os dentes é obrigação. (SIM! SIM! SIM!)
Jura que tu ficou colorindo as letrinhas uma a uma...

10- Máscaras de creme no rosto, só se você sofrer de micose ou for palhaço de circo. (Nem eu uso essas merdas...) Meeeedo mamãe... coisa de pré-puto.
Pré-puto é ÓTEMA! São eles que usam aquelas camisetas "vem cá meu macho"?

11- Homens com músculos definidos nos parecem másculos. Homens musculosos demais nos parecem indefinidos. Hahahahaha melhor definiçao EVER (PARECEM? Lembram do episódio Príncipe William na The Week?)
Tô devendo a história do Príncipe William aqui também, agora. Aguardem.

12- Há coisas que aterrorizam uma mulher: homens que usam cavanhaque, que usam camiseta regata, que usam shortinho bem curto e os que têm todos os discos dos grupos Abba ou Barbara Streisand. (Qualé o problema de um cavanhaque? O resto... é. Regata e shortinho dá paúra, nada menos) Acho que depende do cavanhaque, (pense em Johnny Depp de cavanhaque, não no Rubens Ewald Filho, pô!) E a regata e o shortinho... Ah, sei lá! E se o cara for maratonista? Depois botam o time de vôlei a jogar com aqueles bermudões maria-mijona reeedículos e todos reclamam... Nah! Eu sou favorável a não discriminação do shortinho... e da sunga! (pronto, falei). Agora... o que dá medo mesmo e deveria ser proibido POR LEI é bigode, sob pena de uma passagem só de ida ao Blue Oyster!!!
Cavanhaque: endosso, engrosso e faço coro. Regata: NO WAY. Shortinho: a saída é pela esquerda. Não estamos falando de trajes profissionais. Sunga: SIM! Não sendo de uma estampa ridícula, estamos apoiando. Bigode: sabe que eu nunca pensei nisso? E se a gente quiser brincar de século XIX?

13- Não se depile, a menos que: a sua mulher peça, você seja nadador, você seja masoquista. (Exato.) Leia.
Ai minha barriga. Ataque histérico de riso. Deve ser o ar do Guaíba.

14- Os homens bem arrumados e elegantes são os melhores de cama, comprovadamente. O resto só serve prá manutenção! (Discordo. E como!) Eu também discordo. E COMO tanto uns quanto os outros, só para não perder o trocadalho.
BOAAAAA! É por isso que essa parceria dá certo: uma passa e a outra marca. Eu ia falar em cruza e cabeceia, mas deixar mais uma na reta ia tornar o diálogo interminável.


15- Reconhecemos um homem pelo sapato que ele usa: não se atreva a usar um mocassim de bico fino cor de gelo nem meias brancas! (Sim, pelo amor da curupita) Aprendi a apreciar os sapatos de dança, bem lustradinhos, já são pelo menos uma promessa de um pas de deux... Mas assim... meia e sapato social, de BERMUDA merece pena de morte. Nada pior que canelas "de carpim" à mostra.
Tá, tá. Mas vamos combinar que meia branca nem no Michael Jackson coube bem. Sapatos de dança são sapatos de dança. Cada macaco no seu galho, e eles têm TODO o valor... principalmente calçando quem sabe o que fazer com eles!

16- Dentes brancos e bem tratados vão bem, mas não a ponto de você mastigar de boca aberta ou mostrar sua higiene com palito de dente a céu aberto. (Danuza Leão já pregava doutrinas a respeito há milênios nos seus livros. Palito de dente, só trancafiado no banheiro escuro) Lembrei de um colega nosso rodando o palito na boca enquanto jogava sinuca. Mas bastava ele entoar canudinho e tu bem que esquecia esse detalhezinho...
Não era pra estar fresquinho em Porto Alegre?


17- Se você for meio esculhambado, usar meia amarela, cueca furada, botina velha e camisa amarrotada, seja ao menos um tipo sensível: saiba poemas de cor ou faça o tipo "cineasta atormentado". (Que, cá entre nós, tem lá o seu charme. Sei lá, atiça o instinto cuidador) Mas camiseta furada no tribunal fica proibido desde já. Ou o encaminhamos ao primeiro albergue/ong, whatever.
No tribunal eu não sei, mas no cartório pelo menos é medida socioeducativa. Levemos nossas crianças para ver o que não se deve usar em público nem sob tortura!!

18- Na cama você pode fazer o que quiser, menos transar de meias sociais. (Será???) Se eu não enxergar as meias e puder usar também... (de algodao, social nem pensar) é justo, claro.
Isso. No inverno, então...

19- Nas roupas, prefira sempre o básico elegante, mas tenha no armário um uniforme de bombeiro ou pelo menos um quepe de policia rodoviária. Se a roupa não der ibope, o uniforme nós garantimos. (O uniforme e a crise de riso depois, né?) Aaaahhhh só pode rir depois???????????
Claro, né. Se rir antes estraga a performance!

20- Não beba álcool demais, nem de menos. Abstêmios, hare krishnas, mórmons e adeptos do Pró-vida são tão assustadores quanto serial killers. (Boaaaa) Sem falar que é um saco tu ficar morrendo de vontade de tomar aquela Polar e o mala sem alça pedir um suquinho e te olhar horrorizado pq tu baixou a ceva sozinha... tsctsctsc. AMADORIIIISMO!
Isso pra mim é quase uma pré-putice. No mínimo falta de cavalheirismo. Deixar a dama se embriagar sozinha...

21- Se você nunca come carne vermelha, acabará não comendo amarela, negra e nem branca também. (Me lembro de um vegetariano que conheci, e à menção de "sou vegetariano" me afastei cinco metros) Eu sou uma vegetariano-simpatizante. Simpatizo com o boi, mas não resisto ao cheirinho de churrasco. Shame on me... :(
Shame on you por que? Só porque tu não deixou de apreciar as boas coisas da vida? Ashes to ashes, flesh to flesh, baby.

23- Não tenha chulé. Se vira! (Isso aí.) Ou asa.
Excelente.

24- E lembre-se: se você se olha demais no espelho, acabará encontrando alguém à sua imagem e semelhança, não uma mulher. (Lembrar do Williamzinho cover nunca é demais. Não acabem brigando com bibas sobre quem tem o maior peitoral)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Com as bênçãos de Bono Vox

Sagitário anda tão constante na minha vida que é até desanimador tentar falar deles.
Vou me restringir ao episódio mais interessante deles.

Papo ótimo, e só papo até aquele momento, e começa a tocar Beautiful Day, do U2.
E eu interrompi totalmente o que estava falando para começar a cantarolar a música, que me descontrola total. Toda pessoa devia ter o direito de acordar ouvindo Beautiful Day e pronto, essa seria a garantia do bem-estar e do bom humor em escala global.
Me dei conta de que deixei o mocinho a ver navios - ou melhor, a baleeira aqui cantando -, aterrisei e me desculpei.
- É que eu me perdi com a música.
E ele, me encarando:
- E eu me perdi noutra coisa...
E já era. It was a beautiful night.

Eita, ferro...

... continuar o blog depois duma dessas histórias impagáveis fica até difícil.
Mas tentemos, ora pois. E com uma dos arcos da velha.

"Sensações intensas é com eles. Uma relação recomendável, em geral, só até os 30 anos. Após esta idade, já se sabe que Drácula é melhor na tela que em casa: é um tal de querer o outro a todo minuto, que mal sobra tempo para respirar. O magnetismo entre o sensual touro e o sexual escorpião é tamanho, que nove e meia semanas de amor não dão nem para as preliminares. Se der certo, porém, isto é, se ambos chegarem a um pacto de não-agressão cada vez que o outro der uma olhadela para a mesa ao lado, não há força divina que os separe."

Médio.
O principal escorpiano da minha vida não foi isso tudo não. Era pacífico, o mocinho. Demos um desconto: tratava-se do meu primeiro namorado. Fofo. Um lorde - esse o principal problema para esta história.
Pero, como sempre há uma segunda tentativa pra validar a teoria, veio o segundo escorpiano.
Era um sujeito de quem eu já tinha ouvido falar muito. Amigo de amigo, aquelas coisas, tu precisas conhecer, blá blá blá. Um dia cheguei no balcão do bar e parei do lado de um sujeito. E aquele feeling. Não tinha nem visto a cara, mas a vibração não me enganava.
O amigo em comum chegou e comemorou a feliz coincidência, um do lado do outro, olha que legal. E eu, passando mal, calor.
Alto, moreno, mais velho. E aquele não sei o que ao falar, ao se mexer. Aquele olho esperto e vivo, aceso ao menor movimento.
Dali a umas semanas combinamos de sair. Fomos a um café e depois dançar.
É. Se é que se pode chamar aquilo de dança. Eu juro que achei que alguém ia chamar a polícia em algum momento. Por sorte, pistas de dança são escuras e têm cantos privilegiados que não configuram atentado violento ao pudor. Mas juro que em certo momento pensei que ia perder alguma peça de roupa. Aff. Calor de novo, só de lembrar.
E se a coisa não foi aos finalmentes, foi porque ainda tinha algum neurônio nesta cabeça. Afinal, isso faz quase dez anos e o superego deste corpitcho era bem maior.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Alergia a insetos

Eu tinha pouco menos de um aninho, estava num clube na zona suuuuuuuul de Porto Alegre - lá onde o diabo furou as meias (porque já tinha perdido as botas há tempos) - com meus pais, quando fui picada por algum insetinho. No início eles não notaram nada. Mas aos poucos eu fui ficando quietiiinha, sonolenta, fui inchando, ficando apática, me afastando da realidade... e quando eles viram, eu estava quase inconsciente, desmaiada. CHOQUE ANAFILÁTICO! aí foi aquela correria para a farmácia mais próxima. Imaginem a cena. Minha mãe, de biquini, entra farmácia adentro num bairro que é ermo até hoje.

- Preciso de adrenalina! E seringa! Rápido!
- A senhora tem a receita do médico?
- Eu sou médica, pqp! Minha filha ta no carro em coma! Me dá a merda da adrenalina de uma vez!!!

E foi assim que eu nasci de novo. Cena para pulp fiction nenhum botar defeito. Aos poucos fui perdendo o tom roxo, voltando a respirar, abrir os olhos... até ser eu novamente.

Vinte e três anos depois um inseto da mesma região da cidade me atacou sorrateiramente, tomou conta, envenenou minha vida e grudou em mim até me sufocar. No início, não notaram nada. Mas aos poucos eu fui ficando quietiiinha, sonolenta, fui inchando (só uns 20kg, coisa pooouca!) ficando apática, me afastando da realidade... e quando viram, eu estava quase inconsciente, desmaiada, sem graça, irreconhecível! CHOQUE ANAFILÁTICO!!!

O escorpião não me deixou em coma, mas quase. Estava numa depressão tão profunda com aquele parasita grudado na minha vida que foi preciso mais do que uma dose de adrenalina para eu me livrar daquele veneno perder o tom cinza, voltar a respirar, abrir os olhos... até ser eu novamente.

E foi assim que eu nasci de novo. E... ahm... acho que seguindo o exemplo do Obelix, eu caí dentro do caldeirão de adrenalina... pq até agora não consegui sossegar! ;-)

You're just too good to be true

Ehê!
Quando eu achava que já ia enferrujar os dedinhos da versão etilizada (não, não errei não, é etilizada de etílico mesmo) de mim escritora, eis que aparece mais uma contribuição que me deixa a pensar.
Na balança dos librianos eu errei feio. Faço meu mea culpa aqui. À época me esqueci totalmente do melhor libriano de todos os tempos. Disparado.
Estava no boteco, eu e o Jack, companheiro inseparável de lei. E ELE pára do meu lado. E é tão fofo que até o barman reparou que eu quase caí do banco. Perguntei por ele. Ele sumiu, oh céus. Mas voltou... era a minha chance de dizer alguma merda ou perder aquela fofice para todo o sempre. Respirei fundo e mandei ver na única asneira que me ocorreu.
- Hey Elvis!
Ele me olhou, deu AQUELE sorriso de lado enquanto ao longe uma banda imaginária mandava ver "Hound Dog", balançou a cabeça ajeitando o topete e mandou:
- Hey Priscilla!
Feito.
Nocaute em um tempo. No melhor estilo "a little less conversation, a little more action".
Os ouvintes da história na época têm dúvidas se fui eu a nocauteada ou ele. Não vem ao caso. O que interessa é que eu cheguei em casa às nove da manhã, depois de ouvir as mentiras sinceras mais fofas do universo. Coisas do quilate de "estou apaixonado", "quero cozinhar pra ti um dia desses" e "a gente podia casar, se tu viesse pra cá ou eu fosse pra lá".
No caminho pra casa, "quando é que a gente vai se ver de novo?"
"Olha, provavelmente nunca".
"Ah não. Mas eu QUERO te ver de novo".
"Tá, então eu te acho."
E com que cara a gente responde pra mãe onde é que a gente estava?
Com a mais lavada do mundo, é claro.
"Ah, mãe, fui ver onde o Elvis mora".
E ia ficar só nisso.
SE...
a balança do libriano não tivesse pendido pro seu próprio lado.
Cheguei em casa sem um dos meus brincos. Favoritos. Maldição. Perdi o diabo do brinco, e Deus queira que tenha sido em Graceland.
Tive de achar o Elvis na web. E aí começou o suplício.
Porque o papo do Elvis era ótimo, tudo de bom, uma gracinha, a coisa mais fofa do mundo. Mas ele estava lá, e eu aqui. E sim, ele achou o meu brinco.
Dali a dois meses, nos encontramos de novo. E ele foi impecável, delicioso, uma coisa.
Tão perfeitinho nos seus defeitinhos que eu nem percebi em tão pouco tempo que as mesmas sinetinhas que tilintavam "You're just too good to be true" nos meus ouvidos também soaram dizendo que ele não ia durar muito tempo solteiro.
Dito e feito. Uma sortuda qualquer agarrou a chance com unhas e dentes.
Quanto a mim...
I ain't nothing but a hound dog, cryin' all the time...

Balança mas não cai...

Que nem esse bloguito. Ficou tão paradinho que quase caiu... mas como diria o Annonimous... VOLTAREMOS!! Pois bem, vamos ao que interessa então.

Dizem que depois dos 25 ou 30 anos, ficamos cada vez mais com as características do nosso ascendente, deixando as do signo solar em segundo plano. Pois eis que li a seguinte pérola sobre um libriano a beira de um ataque de nervos:
"... um libriano se desequilibra muito facilmente. O esforço contínuo para ser adorável pode ser apenas um sintoma da síndrome de Groucho Marx: ele jamais entraria para um clube que o aceitasse como sócio, porque lá no fundo, não gosta muito de si mesmo." (Use e Abuse de seu signo, Marilia Pacheco Fiorilla e Marylou Simonsen - Loulou, me corrige depois na forma de colocar isso, que sei que está errado).

Pois bem... a minha mega insegurança, que inclusive me bloqueou para escrever esse textinho por tanto tempo, pode ser culpa desse meu ascendente que tenta agradar gregos e troianos e acaba por se perder paralisado. E talvez meu karma com librianos venha dessa mesma natureza e daquela coisinha chamada empatia. Porque é inacreditável o número de balanças que cruzam o meu caminho e complicam a minha vida. Perdendo apenas para os cabritos. Portanto, historias com librianos tenho várias, difícil eleger alguma. Mas acho que consigo enumerar alguns pontos comuns a todas.

Situação: conheço um libriano e me encanto, aos poucos, nunca perdidamente, por ele. Existe sempre um fator complicante. Uma namorada, uma ex que ainda incomoda, uma família que é contra (ou uma familia que é a mesma... sim sim, estamos falando de primos), uma viagem marcada, um amigo dele que já teve algo comigo... Em suma, sempre tem um rolo. Mas eles têm o dom de me conquistar no dia a dia, na base da amizade, no companheirismo. Fazem coisas fofas do tipo bancar o lobista para centenas de pessoas para me ajudar num concurso; dedicar musiquinhas meigas para todo mundo ver no meu orkut - sem nem ligar se a namorada vai descobrir - pois afinal de contas, é "só uma declaração de amizade"; Se passar por meu namorado para espantar malas em festas; Fazer palhaçada e me matar de rir se jogando numa parede do prédio da faculdade enquanto diz que é uma lagartixa ou quase pulando no meu colo numa cena de suspense no cinema (uuuiii que medo). Tudo sem muita dose de ardil (aham, vai pensando), até que, quando eu vejo, tô enrolada até o pescoço no charme dessa criatura e nem lembro que de fato existe um empecilho.

Desenvolvimento: e aí que um belo dia eu SONHO com esse amigo... é, filha, tarde demais. Ele invadiu meu inconsciente. Daí para a frente, cada dia eu vou pensar mais nele e vou começar a ter dúvidas se é realmente é só carinho de amigo ou se a respiração ofegante dos dois no cinema, no carro antes de ir embora ou no telefone depois de falar bobagem é crise de asma ou lascívia. E aí quando menos espero, estamos quase pelados em plena web cam, nos arrumando um para ver o outro dali a meia hora, pedindo sugestão de roupa (aham) enquanto nos provocamos mutuamente e a asma só piora...

E numa tarde de estudo de estatistica, num posto de gasolina bebendo um suco ou em pleno café de uma livraria, um imã desgovernado nos faz grudar um no outro fisicamente também (já que os sonhos, o intelecto e até as respirações já andavam juntas ha tempo). PUTAQUEPARIUMEUGATOPÔSUMOVO... não há quimica mais viciante que essa, sei lá se por conjunção astral ou porque foi uma coisa galgada com tempo, cada milimetro conquistado como quem não quer nada, no maior estilo mineirinho come quieto. Impossível resistir, até porque, como boa canceriana, eu não pago impostos para me apaixonar - "um canceriano ama o amor, não importa qual" - Caio de quatro. E é aí, invariavelmente, os problemas aparecem. E aquele empecilho, lembra? Sai de debaixo do tapete e me faz tropeçar para fora do mundinho cor-de-rosa.

Resultado: aí a namorada (ou ex) descobre tudo, a familia condena, a viagem acontece e o libriano, além de sair correndo, ainda tem o dom de me deixar culpada. "Como assim tu deixou aquele depoimento no orkut?" "Como é que a tia fulana viu minhas fotos?" "Eu te ligo quando eu posso, mas não me liga que tu sabe que minha família é contra eu namorar não judias"... e a melhor de todas "Como é que tu viaja para o Rio e fica com um ex? Sim, eu tenho namorada, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e não consigo mais te ver com os mesmos olhos..." Ééééééé... quem disse que librianos são justos? Para eles é dois pesos e duas medidas. São justos quando lhes convêm e aquela imagem que representa o signo, da balança e da justiça, na verdade simboliza o talento nato do libriano em ser advogado... do diabo!

E a famosa diplomacia libriana? Confirmadíssima! Que outro ser no mundo ia te fazer barbaridades e ainda conseguir te deixar culpada? Só com muita diplomacia, jogo de cintura e um encanto fora do comum, talvez por influencia de vênus. E o pior é que meses depois tu nem lembra mais que tá braba com eles ou por que se zangou. Só o que vem a tona é aquele ser adorável, que de uma forma ou de outra, vai se manter presente para sempre na tua vida, com recaídas constantes, sempre que ele quiser.

Ah sim... sabe aquela venda nos olhos da imagem da balança? Quem se apaixona por um libriano é que fica vendado, cego para os defeitos e os problemas. Pode tirar a venda a hora que quiser, mas por que vai querer, né? Tá, mas é bom eu parar de falar mal deles por aqui, afinal tô em pleno processo de metamorfose, com cada vez mais influencias de libra e é bom não jogar contra meu futuro time ;) . Aqui cabe a velha máxima, se não pode vencê-los, junte-se a eles!!!